quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Aquilo tudo outra vez


Amanhã o anúncio do Nobel de literatura de 2014.

14 comentários:

  1. João Antonio Guerra9 de outubro de 2014 08:17

    Quem ganhou foi um Patrick Modiano, francês. Conheço não.

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  2. O Renato Machado falou que ele é o maior escritor francês vivo, mas me é totalmente desconhecido, mas ele está traduzido paro o português caso alguém se interesse.

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  3. O maior escritor da literatura francesa atual, na minha opinião, é o Le Clézio. Pesquisei sobre o laureado de hoje e_ pode ser que a realidade me desminta depois_, mas ele me parece uma repetição do Dario Fó. Li que escreve livros muito curtos, fáceis de se ler.

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    1. João Antonio Guerra9 de outubro de 2014 22:12

      Ninguém bate o Le Clézio do Refrão da Fome e do Africano. E se algum francês bate aquilo, por favor avisem, que aí eu quero ler até as cuecas do cara.

      nos mais cotados apareceu o ngugi wa thiong'o, que eu conheço por causa do departamento de africanas da letras e recomendo muito, mais muito mesmo. uma svetlana alexievich apareceu lá também, e vou dar uma procurada nela, que nunca ouvi falar.

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    2. Charlles, o Peter Englund o porta voz da academia sueca falou que: "você pode ler um livro do Modiano numa tarde, sair para jantar e ler outro livro a noite". http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2014/10/patrick-modiano-vence-nobel-de-literatura-2014.html

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  4. Pois é também acho o Le Clézio melhor aparentemente( já que desconheço as obras do Patrick Modiano), eu dei uma olhada no skoob e ele tem avaliação pior que o Sarney nos livros dele, se bem que foram poucas pessoas que o avaliaram, e lógico que o skoob não significa padrão de qualidade tão sério assim.

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  5. Vai dando raiva do Nobel. Tentei forçar um diagnóstico dos últimos laureados enquanto estava no trânsito hoje, para ver se é uma tendência essa "facilidade" e poucas páginas nos prêmios dos últimos anos, mas me atinei que eu tentava forçar um silogismo em desagrado à academia (já que o próprio Lé Clézio ganhou recentemente, e me desmentiria).

    Tenho uns dez grandes escritores que merecem demais o prêmio, e que reforçariam, sei lá, a renovação da escrita e da leitura nesta época digital. Nem falo do Roth, que é mega-astro, mas de gente como Cees Nooteboom e Claudio Magris, e Marías, é claro. Daria uma apimentada na mídia cultural. É difícil não recair no clichê de que os caras que realmente decidem para quem vai o prêmio são velhos demais, e talvez prefiram mesmo os livros curtos e leves de se ler.

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  6. João Antonio Guerra9 de outubro de 2014 23:12

    Li este textinho aqui agora sobre o Modiano nobelizado: http://flavorwire.com/481571/trolled-by-the-swedish-academy-patrick-modianos-nobel-prize-in-literature

    Um trecho: "Engdahl (um membro da academia sueca que geralmente é quem mais aparece dando entrevistas) has persistently pointed out that American literature is myopic and unworldly, most recently in the Guardian just days before the announcement. What better way to prove this point than with the selection of Modiano, a bestselling author we’ve never heard of with a massive backlist of novels that have never been translated. "

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    1. Sei que parte da votação corresponde aos votos dos escritores que ganharam o prêmio, mas o peso disso deve ser ínfimo. E assim, a academia perde a oportunidade de reconhecer gente como Saer, Onetti, Sebald, etc. Imagine o marketing para a literatura que seria se Philip Roth ganhasse. Tem um reacionário em mim que diz que pouco importa marketing, mas é uma voz meio impostora. Seria ótimo para o debate entre livreiros e as megastores como a Amazon, para o debate sobre direitos autorais e compartilhamento em nuvem, que se falasse pra valer sobre literatura. No mesmo nível global como agora se está falando de luz led, e microscopia, graças aos outros prêmios nobel desse ano. Falta aí uma astúcia mercadológica, um maquiavelismo publicitário, por parte da academia, em escolher um escritor inexpressivo em detrimento de um "garoto propaganda" como Roth, ou Pynchon. Vão deixar passar o tempo mais uma vez, pelo visto.

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  7. Parece até que a Academia Sueca quer dar uma daqueles hipsters que só escutam bandas obscuras, e se porventura elas passam a fazer sucesso, eles podem dizer "já conheço isso há muito tempo".

    Por mim davam esse prêmio a Umberto Eco, Kundera, Roth, Marías, Kadaré, gente que escreve com seriedade há muito tempo e tem algum público. E se fosse dar pra um desconhecido, teria que ser um João Ubaldo Ribeiro da vida, um mestre de reconhecimento localizado, mas com o respaldo de um Prêmio Camões, o maior de sua língua, para que ninguém dissesse que estavam dando o prêmio a qualquer um (como eles costumam fazer). Ou seja: divulgar um grande escritor desconhecido. Mas me digam: alguém ao menos se interessou em procurar o tal Thomas Transformer?

    Ironicamente, Mo Yan eu li (http://raviere.wordpress.com/2014/01/02/mudanca/), e não é que gostei do cara?

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  8. Clap, clap, clap. (Para o seu desabafo-texto lá no Milton, Charlles.)
    Transplanta e repagina o seu pequeno manifesto aqui no blog, per favore, man.
    Faziam semanas que eu esperava um texto seu sobre esse reinado de consenso burro que tomou as redes sociais.

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