segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ambiente



Enquanto todo mundo se esmerava nos preparativos para a festa de aniversário de 4 anos da Júlia, sábado passado, me foi incumbida a tarefa de ir ao shopping comprar os presentes. A Dani deveria saber que era uma erro muito grande me mandar a um shopping que tem o milagre de duas grandes livrarias, após meses em que eu não dei as caras na cidade. Fui na Livraria Saraiva, perambulei meio decepcionado pelas faltas de opções além do trivial nas estantes, e desci em seguida para o térreo, onde fica a fnarc. Lá sim é um templo. Deve ter cem mil livros para mais (é a impressão que dá). Visitei aquele lugar faz um ano, e me surpreendi que ainda estivesse lá, ocupando aquele espaço todo em que caberia umas 5 lojas de eletrodomésticos e aparelhos celulares. Fiquei umas boas três horas na fnarc. Era só em pensar no título de um livro, o mais distantes e improvável, e pimba, tinha ele na loja. Tem toda a coleção do Tolstói e toda do Dostoiévski. Já na entrada me estaquei de espanto ao ver uma edição em volume único dos Irmãos Karamazóv, da editora 34, que eu em absoluto sabia que existia. Vi a extravagante edição de Bartleby da Cosac, e mais uma infinidade de livros que não me recordo por agora. Isso só na áreas de romance e biografia, porque a seção de artes também era imensa. E gente por tudo quanto é lado, de livros nas mãos, conversando polidamente entre si. E crianças sentadas nos carpetes lendo. Num lugar desses me pergunto se são corretas as afirmações de que não se lê no Brasil. Será que é uma falácia? Comprei 4 livros: 78 reais tudo. Comprei a edição da 34 de Memórias do Subsolo (já na primeira reimpressão da sexta edição), que há tempos namorava e que estou ansioso para reler assim que terminar os Karamazóv; comprei a edição de bolso de Khadji-Murát, e, ao me aproximar da fila do caixa (não queria comprar mais, apesar de saber que assim que entrando em casa me arrependeria de ter deixado passar tanta coisa, pois espero a chegada pelos correios de O homem sem qualidades e Fala, memória, o que atulharia demais a lista de leituras), vejo no balcão de descontos uma biografia do Bob Dylan e Pulp Head, cada um por 12,90. Pego-os olhando em volta numa mistura de gesto defensivo e vontade de vanglória. A moça do caixa é docemente educada. Uma trupe de palhaços invade a loja com tambores e gritaria, e se posiciona na ala infantil, sendo imediatamente rodeada por crianças e pais. Tudo muito simpático e generoso. Sobrou uma hora antes da hora da festa de aniversário para enfrentar o tumulto estúpido na loja de brinquedos, de frente aos presentes idiotas de selvageria guerreira para meninos e futilidade caseira para meninas, e esbarrando com a vulgaridade estridente dos pais. Não suportei ficar lá cinco minutos e voltei para a casa da minha mãe. Depois levaria a Júlia para que ela escolhesse, dentro de seu feliz bom gosto, um presente personalizado. Que bom seria se houvesse uma loja de brinquedos com a mesma espiritualidade da livraria; brinquedos como os da belíssima séria Baby Einstein.

24 comentários:

  1. Como Nabokov escreve bem! Desde a primeira frase, essa sua autobiografia é arrebatadora. Esse ano li Pnin, creio que o primeiro de seus romances americanos, e achei hilário e brilhante. Eu sempre sinto inveja de quem está lendo Nabokov.

    Li Pulphead quando saiu, e me custou uma nota (grr!). Me lembra um DFW suavizado. O ensaio sobre Axl Rose é antológico, meu favorito do livro. Na época eu tinha gostado mais que agora, pensando nele retroativamente. Penso ser ele um daqueles livros que, quando lançados, você deseja com todas as forças, porém se resistir à febre inicial, meses depois você desiste (nos últimos tempos desisti, por exemplo, de Teju Cole e do último Franzen, e me arrependi de ter comprado novo o tal Joel Dicker), ou deixa pra conferir quando vê por acaso (pois nem se lembrava dele) numa eventual promoção como essa da Fnac. O hype é foda.

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    1. Li o ensaio sobre o Axl e achei bem fraquinho. Acho que foi você que havia falado dele, ou o João. Muito superficial e carregado de maneirismos, na razão hoje corriqueira de "oi, como sou descolado escrevendo ensaio como se estivesse escrevendo romance, e colocando uma relevância toda própria em cima de um assunto banal como Guns R´roses". Fica bem aquém dos ensaios do Foster Wallace. Aquela tentativa de dar uma profundidade social ao lembrar dos amigos de adolescência do autor é bem ruinzinha.

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    2. Eu achei bastante pedante o Sullivan falar de seus colegas de juventude, de como eram geniais e terem se tornado barrigudos bêbados racistas, para fechar o subcapítulo com a frase "Axl escapou". Que superficialidade, que clichê, que falta de inteligência. Axl escapou! Um herói da classe média. Será que ele não vê que todo médio conhecedor de rock sabe que Axl é uma caricatura, um ser histriônico sem a mínima alma, uma emulação da pior espécie dos lugares comuns do rock? O cara que ele diz ter escapado não compõe_ as 5 ou 6 músicas médias do Guns são todas do antigo guitarrista louro_, e é responsável por aquela capa ultra-misógina do robô estuprador do primeiro disco. Sullivan fala de Axl como um adolescente descerebrado que se congelou na década de 80, como um Buck Rogers do mau gosto, sem auto-crítica e imprestável assim como escritor. Ele tenta fazer o que Capote fez na célebre entrevista com o Sinatra em que Sinatra não compareceu e Capote fez uma obra-prima intuitiva que abrange sem eufemismos e acidamente o vazio do culto à celebridade. Sullivan não entrevista Axl, mas em vez de belas sacadas e percepção poderosa, o cara traça um retrato precário de fã. Alex Ross é muito superior a Sullivan nisso: vide em Escuta Só os ensaios magníficos que ele faz do Radiohead, do Nirvana e do Dylan. Ross compõe frases lapidares, enquanto Sullivan se esconde o máximo possível em seu disfarce de pós-adolescente deslumbrado que escreve para um fanzine do pior ídolo do rock dos últimos 30 anos. Geoff Dyer é também muito superior a Sullivan. Sullivan, a meu ver (e eu li as primeiras 20 páginas do ensaio sobre o festival de rock cristão, achando graça mas como simples anedotas), é uma tentativa de produto de uma nova expressão literária americana, promovida por cacifes como James Wood, etc.

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    3. Eta porra. Fico em dúvida se devo ou não reler o ensaio, pois foi o que eu tinha gostado mais. Como disse, estava entusiasmado com o auê que fizeram em torno do livro (algumas semanas antes havia conversado um bocado com o tradutor, na FLIP, e participei de um minicurso com o próprio Dyer, que é amigo de Sullivan e falou muito dele), e talvez mude de opinião se reler. Numa leitura não-comparativa, gostei um bocado, e acho que faz muito sentido algo que ele fala do GNR ser a última banda de fama estratosférica que é meio tosca sem ser irônica (ou algo assim). Mas não posso esconder que fui um desses fãs descerebrados do Guns (só que na virada do milênio, até ouvir Nirvana [hehehe]), e que adorei escutar de novo algumas das músicas (das bandas que então ouvia, hoje só ouço Beatles e Smashing Pumpkins com alguma frequência).

      Li Escuta Só exatamente por causa desse blog. O de Sinatra na verdade foi escrito por Talese, e é mesmo imperdível. Mas, porra, quer comparar logo com eles? Sullivan pra mim está mais pra DFW, só que sem os insights e com mais piadinhas. Na verdade, é mais reportagem que ensaio, né?

      João, eu não comprei o Teju Cole. Deixei pra comprar quando achasse barato na EV e, bem, desisti. Li um pedaço do PDF, um pedaço da famosa crítica de James Wood em que ele é comparado a Sebald, e fui perdendo a vontade enquanto protelava. É ruim assim mesmo?

      No centro do RJ tem um sebo que tinha uma filial em Salvador, chamado Berinjela. Pequeno, mas sempre (nas três vezes, das duas em que visitei o RJ) que eu vou lá, acho coisa boa (uma vez comprei uma magnífica antologia de humor americano, editado pela Knopf).

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    4. É do Talese mesmo. Confundi com o ensaio sobre o Brando do Capote (que também é sensacional).

      O que me irrita é ler a apresentação no livro do James Wood (um cara que eu não tenho tesão algum de ler), desqualificando o romance e enaltecendo o Sullivan. E Sullivan ser só isso.

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    5. Pra falar a verdade esse novo gênero de ensaio "substituto ao romance" americano é algo que cansa. Mesmo os ensaios do Foster Wallace, por mais que sejam a cereja do bolo dessa coisa toda, é algo descartável, momentâneo em sua produção de furor. Algo da moda, passageiro. Por mais que seja muito bom seu ensaio sobre a feira de guloseimas, é um texto que não dá vontade de reler. Nisso o Wood foi honesto, ao dizer que esse tipo de literatura traz sua data de validade incutida e os mesmos cacoetes irritantes das fórmulas fixas dos romances dos quais eles tentam fugir.

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    6. Já o livro do Dyer sobre jazz é pura magia. Prosa encantatória. Esse vai durar para sempre. (Talvez porque eu adore o jazz.)

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    7. João Antonio Guerra15 de outubro de 2014 11:48

      Jura? Teju parecido com Sebald? Esse James Woods é bem bizarro. O Teju é desses escritores que situam suas estórias em vinte e cinco lugares diferentes apenas para dar a impressão de algo grande -- o mesmo motivo do namedropping, que também é abundante no Open City do Teju Cole; o Sebald também passeia por diversas cidades, sempre, mas ao contrário do Teju ele não faz isso pra te impressionar: tem um projeto, e o leva através de um recolhimento, um olho para detalhes que o Teju Cole esquece facilmente quando impressionado consigo mesmo por seu personagem nigeriano ter citado Gustav Mahler em Nova York.

      E o Berinjela é um ótimo sebo, aliás. Ele é bem famoso por aqui, e inclusive tem uma barraquinha lá na faculdade de Letras da UFRJ.

      Fiquei com muita vontade de ler essa coisa do Talese e o Sinatra, gente.

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    8. De Dyer só li um ensaio maravilhoso numa Serrote (Sobre ser filho único) e um romance decepcionante, Jeff em Veneza, Morte em Varanasi. Absolutamente sem sal. Só agora vim notar o elemento em comum entre Dyer, Teju Cole e J. J. Sullivan: ouvi falar dos três pela primeira vez quando li as resenhas elogiosas de James Wood. Ele é um crítico que escreve super-bem, mas curte (convincentemente) obras duvidosas. Como Funciona a Ficção, entretanto, é um livro que sempre consulto. Gosto muito desse. Um livro para se ter em casa.

      João, Frank Sinatra Has a Cold é um marco do jornalismo. Talese escreve o perfil de Sinatra sem conversar uma vez sequer com ele, observando-o de longe e assistindo a suas apresentações. Vale a leitura. Até o maluco do Harlan Ellison faz uma ponta por lá.

      Já esse do Capote sobre Brando eu não conhecia, mas deve ser bom. Eles se conheciam né? Sei que Sinatra estava no Baile Preto e Branco (por sinal, vocês já viram sua lista de convidados? Até Philip Roth tava lá).

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    9. Eu não tenho muito saco para críticos literários profissionais. Acho que o último que tinha alguma coisa a dizer foi Edmund Wilson. Harold Bloom, do qual li O cânone ocidental, é responsável por páginas equivocadas sobre qualidade literária que, se eu levasse o mínimo a sério sequer, jamais gostaria de literatura (coloca bobeiras como The breast, do P. Roth, à frente de romances sérios do Bellow, tem uma visão bem estereotipada do romance latino-americano, e se aventura em jogadas de promoção pessoal puramente estúpidas como a de considerar que Kadhji Murat é superior a tudo o mais que Tolstói escreveu).

      O ensaio sobre Brando está em Os cães ladram (assim como um ensaio de uma página, sensacional, sobre Louis Amstrong).

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  2. Gosto da FNAC, mas dentre esses raros templos da cultura nos shopping centers e malls do Brasil, nenhum me é mais agradável que a Livraria Cultura. Vai parecer besta, e provavelmente o é. Mas gosto daquele ambientação de que se está no Jardins de São Paulo. aquela mescla de gente interessante, bonita e sincera e que ainda por cima lê Herbert Marcuse. O cheiro de croissant de amêndoas com chocolate, a plethora de chás à disposição, poder sentar com uma edição bilíngue da Divina Comédia na mão e poder ler (de fato, sem enchenção de saco) o canto I do Paraíso enquanto toma uma xícara de Earl Grey.
    A FNAC da minha lembrança carece de uma boa sessão de livros em língua estrangeira. Enquanto é corrente que, nas várias Livrarias Cultura, se encontre edições em espanhol de Sábato e Bioy Casares ou uma farta sessão de literatura francofônica.
    Mas meu calcanhar de Áquiles mesmo é ainda um bom sebo ao estilo das livrarias do Velho mundo. Esses cada vez mais raros em qualquer lugar.
    Mas acho que o cansaço de Qohelet tem pegado em mim. Perdi muito da minha alegria de quando era novo, daquelas primeiras visitas a essas livrarias-piazza-do-saber. Tudo de repente parece tão eivado de vaidade... sei lá.

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  3. Ah, e que inveja sua de poder retornar a Dostoievski...

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    1. Mas... é só ler.

      No ônibus em que eu ia pra capital, encontrei um doutor em história muito amigo meu. Me constrangeu que nós dois não pudemos desenvolver assuntos mais profundos sobre livros, porque os que ele lia eram muito específicos, e os que eu lia ele não tinha lido. Fiquei embasbacado ao ver que ele mal sabia quem era Zizék.

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    2. Tinha muitos livros em espanhol e inglês na fnarc.

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    3. Ah, seu Charlles. A vida de leitor "profissional" tem dessas. Você precisa dar nó em pingo d'água para ler o que quer.

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  4. João Antonio Guerra13 de outubro de 2014 19:31

    Sou apaixonado por sebos, aqueles lugares quietos, os donos todos idosos e ainda trabalhando atendendo clientes, mostrando estantes quando têm estantes ou pilhas impossíveis de livros quando tudo que têm são mesas. O centro do Rio de Janeiro é um dos meus lugares favoritos para ficar vadiando, especialmente o trecho da avenida Rio Branco entre a Igreja da Candelária e a Cinelândia, que é onde tem mais sebos -- e desses sebos todos, conheço só dois que possuem espaços convidativos para se sentar e ficar a tarde lendo ou comendo alguma coisa ou papeando, porque a maioria são espaços apertados só comigo e os velhos. Eu prefiro o ar pouco-convidativo desses últimos -- que sempre parecem que vão acabar a qualquer momento mas é difícil realmente acabarem (os donos são uns imortais) -- porque as seleções são sempre extremamente diferentes das de outros lugares; a Travessa da av. Rio Branco nunca me surpreenderia com a única tradução do Lanark do Alasdair Gray que existe em português, ou com edições em capa dura de veludo de Absalom, Absalom! e As I lay dying da Modern Library, e com certeza jamais cobraria míseros cinco ou dez reais por esses tesouros.

    Mas, sobre as livrarias grandes, a Cultura é imbatível. A Cultura que abriram lá no centro, na Cinelândia, é linda e enorme, extremamente convidativa. Fala-se muito também da Travessa lá de Botafogo, que sempre oferece palestras com escritores e é um point muito querido para os lançamentos de novos escritores daqui.

    E não fui eu quem falou desse Pulp Head não. E, Paulo: também caí no engodo do Open City do Teju Cole...

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    1. João Antonio Guerra13 de outubro de 2014 19:44

      Acho que a melhor coisa que adquiri numa livraria grande não foi nem um livro, e foi de graça. Quando eu estudava na escola interna, tínhamos saídas aos fins de semana para comprar tralha no Barra Shopping, que é um lugar de nariz bem empinadinho. Tocava música na Travessa de lá, geralmente jazz quieto -- do tipo que relacionam sem dificuldade com o recolhimento da literatura --, mas do nada a música mudou para uma barulheira enorme, e o burburinho das reclamações da clientela foi instantâneo. O shuffle da lista de reprodução do computador da loja tinha sorteado uma das músicas do Song X, aquele do Ornette Coleman (e do Metheny e do Haden), e aquela foi a primeira vez que ouvi falar dele. Depois foram as conversas entre o Luiz Ribeiro aí e o Charlles sobre jazz, e desde então Ornette virou um deus(inho).

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  5. Ornette Coleman e shopping centers não combinam... MESMO! Consigo imaginar bem o quanto o sax de plástico rebelde do Coleman atazanou a vida tranquila dos passantes.
    Acho que já falei isso aqui, mas repito de novo. Lonely Woman do Coleman é uma das canções que melhor representam a alma e a nostalgia do negro norte-americano. E pra mim é mais ou menos como um convite a tudo o que é olvidado, e triste, e belo, e desolado, e maravilhoso.

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  6. Vocês compram livros de fora do Brasil através de quais sites, meus senhores?

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    1. João Antonio Guerra13 de outubro de 2014 22:52

      Matheus, eu só usei exatamente pra quatro compras, mas conheci pela minha orientadora, que usa direto e recomenda muito: abebooks.com

      Funciona como uma Estante Virtual, o abebooks sendo só o "mediador" de vários livreiros.

      Mas os atrasos são coisa certa, não por causa dos livreiros (nas minhas compras vi que confirmam o envio uns dois ou três dias depois), mas por causa da nossa alfândega.

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    2. Comprei vários livros espanhóis_ e um argentino_ do Marías através da Livraria Cultura. E também o do Dyer, em inglês, sobre o filme Stalker ("Zona"). Acho que foram os únicos importados.

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  7. Não entendi o que aconteceu... Volto a escrever.

    Felicidades à Júlia!

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  8. Pois eu sou um iletrado em jazz, mas fui conhecer neste domingo alguma coisa, no primeiro Poa Jazz Festival... justamente em um shopping, no caso o Barra. Três shows na sequência. Nivaldo Ornelas (muito bom; a banda, então, o que era aquilo? o baterista, Paulinho Braga, simplesmente destruiu), depois o melhor da noite, Filó Machado (voz de Milton Nascimento, coisas de João Bosco; um homem q é todo um instrumento de percussão, muito simpático, mas principalmente um grande artista - este emocionou) e por fim Hermeto Pascoal e a banda, q é esposa e família, ou amigos e família - sei q deixou bastante a desejar, só não mais q a organização do evento, q deixou este show começar à meia noite de um domingo pra segunda, aí já não dava pra aguentar o agudo daquela mulher...

    Enfim, minha primeira experiência mais concreta com o jazz foi a maior e melhor abstração.
    abraço a todos e bj na Júlia

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