quarta-feira, 8 de julho de 2026
Notas sobre Carolina
terça-feira, 21 de outubro de 2025
Histórias de amor no novo milênio
Vi um vídeo no Fantástico falando sobre os apartamentos caixotes de Hong Kong. Pessoas moram dentro de caixas menores que caixões. São dezenas delas em cada apartamento, com uma micro cozinha e um micro banheiro coletivo. Ao todo, são milhares, quem sabe milhões, que moram assim na China. A visão desses prédios é aterrorizante, gigantescos, cobrindo com suas cores pardas ciclópicas toda a área urbana. Não há o mínimo espaço para algo que não seja feio, brutal, sem alma, opressivo, aviltante. Em dado momento o repórter é expulso pelo dono do local, ou o gerente, que o aborda com a truculência de um miliciano. O repórter então sai para a rua e entrevista os que se dispõe. Uma senhora diz que lembra com dor a época em que era criança e morava em uma casa ampla, o que só existe agora na sua memória. Um homem diz que não tem mais onde morar, pois os aluguéis são altíssimos, e a grande maioria dos chineses ganha um salário de miséria, o menor do mundo. Os moradores encaixotados são serventes de açougues, funcionários da construção civil, chapas de feira, etc. Uma mulher, contudo, diz que é o paraíso, e é filmada no claustrofóbico espaço deitada. Antes, ela apanhava do marido e foi expulsa de casa, porque o marido não mais a queria, só sobrando morar ali. Pessoas tratadas como lixo, como números, numa sociedade desapiedada e sem traços de humanidade. Eu estou chegando na página 100 de História de amor no novo milênio, escrito por Can Xue, o que não é o verdadeiro nome da autora. Ela saiu de um cenário assim, do nível mais baixo da pirâmide trabalhista escravocrata chinesa, cursou até o ensino fundamental e é uma autodidata. Nietzsche falava sobre o regime chinês em Além do bem e do mal (ou será em Humano demasiadamente humano?), como uma figura retórica do inferno. Hoje, sociedades assim são elogiadas pelos progressistas e pelos capitalistas, o grande país que está tirando o Satã Americano da liderança global. Eu ainda não entendi onde a Xue quer chegar. É um romance que bebe generosamente de Kafka, com seus personagens regidos por morais heterodoxas e situações oníricas. O que me cativou de imediato é a liberdade irrestrita com a qual é escrito. A alegria extasiada da palavra. A forma como a autora mostra que aquele é o terreno só dela, amplo, ilimitado, cheio de espaço. Uma das personagens do romance diz que se tornou prostituta como escape para se livrar da vida terrível que levava na fábrica. A literatura nunca foi tão representativa da mentalidade de cada nação, com seus desejos, lamentos, temores, sonhos e vislumbres de redenção como agora.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025
O Mapa e o Território, de Michel Houellebecq
quarta-feira, 27 de novembro de 2024
O gene, uma história íntima, de Siddhartha Mukherjee
Toda a humanidade veio de uma tribo de sete mil negros que morava na costa oeste africana há 200 mil anos.
Nós só pudemos nascer e estarmos vivos graças à mitocôndria, uma organela que habita as células e é responsável por minuciosas funções indispensáveis, e que só existe na embriogênese pelo óvulo, nunca pelo espermatozóide. Ela é trasmitida única e exclusivamente pela mulher.
A fibrose cística, uma doença devastadora e fatal, é uma herança genética restrita a europeus e seus descendentes. Ela só se manifesta como doença se pai e mãe forem possuidores do gene correspondente, caso contrário, foi a sua presença recessiva no dna que fez com que milhares, ou talvez milhões de pessoas, sobrevivessem à peste negra. Seu comando genético determina a retenção de sais no corpo, o que impediu que o sintoma de diarréia intensa advindo com a peste matasse seus portadores.
Sendo simploriamente conciso nas conclusões suscitadas por esses dados, todos nós somos negros, somos femininos, e temos milhares de doenças escondidas em nosso genoma que tanto podem ser nosso holocausto quanto nossa salvação. E mesmo assim, estão disseminados pela sociedade, na história, nas religiões, no comportamento, na política e no pensamento midiático o preconceito contra negros e outras discriminações "raciais" estúpidas, o ódio contra as mulheres e a eugenia contra os fragilizados e "diferentes".
Por isso eu disse para a Júlia, quando nós iniciamos a leitura do soberbo O gene, do Siddhartha Mukherjee, de onde vem os dados acima, que este é um dos livros verdadeiramente religiosos. Se houver um propósito maior e mais sublime na nossa espécie tão combalida pelo ódio e pela ignorância, está aqui, na simplicidade chocante do nosso genoma (que é quase idêntico ao do verme), nessas zonas de silêncio e nesses espaços vagos na catedral genética. Tudo o mais é a procura e a ânsia por saírmos do atraso milenar, do estarrecimento da existência que ainda compreendemos de modo tão errado. Mukherjee está repetindo o que vem sendo dito desde os profetas judaicos, desde Platão, Kafka, Einstein, etc.
sábado, 5 de setembro de 2015
Protocolo kafkiano
Sabe-se que entre as poucas obras que Kafka pretendeu ver publicada estão seus aforismos; trabalhou neles em seus últimos anos de vida. Tem uma eloquente contradição ver que o montante de seus aforismos forma sua obra mais frágil e ao mesmo tempo mais poderosa. Seu trabalho de revisão ter deixado passar, já nos primeiros deles, aparente distração de palavras repetidas, revela muito sobre o autor. Dois desses aforismos pecam pelo enfeixe machista, dizendo que também ele teve suas concessões vaidosas às modas da época. Mas o restante deles são tão profundos, tão amplos e fundamentais, que transcendem a literatura.
Na verdade é um solipsismo tolo dizer que algo transcenda a literatura. A literatura que possui fronteiras a serem transcendidas é literatura estilista sobejamente humana no mais chão conceito. Talvez por isso que Kafka tenha revestido esses seus textos mais espiritualmente pretensiosos com deslizes voluntários: através dessa fragilidade consentida ele faz a coligação entre os inatingivelmente elevados níveis da mensagem com a mundanidade prosaica. Muito do que ele expôs nessas curtas frases é incomunicável, inapreensível, inominável. O tipo de coisa que às vezes pensar muito afugenta o entendimento, e deve-se usar a técnica de apreender a insinuação do objeto através do olhar lépido. Seus aforismos tem a mesma excepcionalidade não verbal das imagens produzidas em palavras de Jesus e Nietzsche. Mas há uma diferença entre esses três aforistas. Se uma só palavra pudesse resumir esses pensamentos de Kafka, seria humildade.
Nesse sentido, sua humildade é um desalento convicto mais reacionário que a humildade de Jesus: Kafka não a entende como uma arma de batalha. Ele está além de oferecer a outra face, não acredita que isso irá ajudar em alguma coisa. Também a humildade em Kafka está além de qualquer esperança. Cristo usava o dar a outra face como um auge da inteligência onde alcançaria a vitória sobre o opressor as hordas de indivíduos em lutas solitárias através da história. Cristo estava no início da história para poder dizer tal coisa, e cumpria uma missão didática. Já Kafka tinha consciência de que sua mensagem (porque ele também é um doutrinador imprescindível, nunca um simples escritor) jamais seria entregue; como em tantos outros de seus textos, a mensagem se extraviaria pela impenetrabilidade do caminho ou porque a verdade que ela levava era tão absurda que tinha a leveza que a confundia com o invisível. Nisso ele está em extremo oposto a Nietzsche , que acreditava tanto em uma indeterminada redenção à espera no extremo derradeiro de todas as provações. Sua mensagem não seria entendida porque ela era um complemento à arte, e ele foi, talvez, o único grande artista que enxergou sem eufemismos que a arte inflige diretamente contra a verdade.
Há muitos conceitos e intuições poderosas sobre a física em Kafka, e uma delas se iguala ao Princípio da Incerteza de Heisenberg. Kafka achava que a exposição formal de uma ideia através da arte afetava na capacidade produtiva da mensagem. Mesmo se conseguindo imprimir uma deslumbrante visão da eternidade em uma obra de arte, o simples fato do veículo empreendido para alertar a humanidade ser a arte dava ao receptor o alívio de não levar o aviso a sério. Talvez por isso ele fez seu amigo, Max Brod, jurar que queimaria seus rascunhos depois que morresse. O ser humano é um animal cultivado na milenar dança esquivante contra uma série perigosa de inimigos do pragmatismo, e com isso é um fator evolutivo inarredável nele ser inócuo a esoterismos mais que superficiais. Kafka sabia que só o terror é a forma mais eficaz para manter a atenção humana, ainda que ela se mantivesse por um período efêmero demais antes de decair em sua perene distração fisiológica; por isso toda sua obra é uma impregnação do terrível. Ele tinha a consciência artística extremamente apurada para saber, contudo, compor seus alertas inatingíveis com o necessário mobiliário de cena e trivialismo do enredo para torná-los degustáveis. Seus pesadelos opressivos atingiram a quintessência literária de serem investidos da mais pura narrativa paródica, terror que chega ao cume de fazer rir. Não é para menos que suas histórias sejam tão adaptadas para quadrinhos e para outros tipos populares de expressão juvenil, pois no horizonte de suas construções oraculares a sisudez é substituída inteligentemente pela comédia. Em Um artista da fome, por exemplo, as descrições iniciais da feira pública com os espectadores em torno do artista em 40 dias de jejum dispensa a cosmologia de um Hierinymus Bosch pela singeleza cinematográfica de uma antecipação a Disney. Em A colônia penal, tanto o executor dos castigos quanto a vítima magérrima com as costas tatuadas na carne viva lembram a impiedade esvaziada histrionicamente de peso dos desenhos de Asterix.
Tudo é risível e teatral, o autor prestando excepcional vênias à tradição de se contar histórias, mostrando assim que ninguém mais do que ele próprio sabia que a visão que trazia era forte demais para que a arte não cumprisse seu papel de, imediatamente servindo-se de veículo a ela, escamotear sua suprema importância. Kafka enxergava das zonas finais disso que convenciona-se chamar história, e tudo havia sido demasiadamente testado em vão para que alguma outra ideia terrena fosse aventada. Assim, nada sobrava para que se ativesse à coerência de doutrinador do que mandar que queimassem seu insuficiente espólio artístico, compensando, porém, sua falha com a conservação dos aforismos (no final de sua vida ele manda a Brod que destrua os aforismos, talvez pela doença já tê-lo esgotado). Os aforismos são seu veículo ideal: podem prescindir da arte, da estética. Seus aforismos são os mais orgânicos e incisivos. Tratam de temas que estão além e conjugam vertentes do conhecimento represados pelo poder das instituições ortodoxas, sem contudo ter a mínima importância quanto a preservar a restrição de direitos de exploração nela impostas.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
A necessidade existencial do esconderijo infantil
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Franz Kafka, Hannah Arendt e o Menino Medieval
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Kafka, Benjamin, Tolstói, João do Rio
terça-feira, 28 de junho de 2011
Leitura Sob o Frio
Ficamos uma semana desconectados da internet, de forma que a síndrome de abstinência do primeiro dia deu lugar a um certo esmorecimento de saber ao que retornar quando nos vimos novamente de frente à tela do computador. Mas as leituras foram espetaculares. Levei três livros na bagagem, todos devorados (lê-se melhor no frio, também).
Finalmente me vi diante deste cultuado escritor suíço, Robert Walser, que por tantos anos me neguei a ler. Inspirador de Kafka; encontrado morto aos 76 anos congelado na neve; frequentador eterno de sanatórios e clínicas para loucos; escritor pouco ou quase nada reconhecido em vida e que se negara a escrever uma palavra sequer na maturidade. Esses ingredientes já bastavam para não me chamar a atenção. Era uma espécie de Rimbaud que desvirtuou-se da cansativa e improdutiva vida do intelecto para se atirar em alguma vida de aventuras no extremo oposto de suas treinadas amenidades espirituais de burguês renegado, só que Walser era um tanto mais pedante por ter fugido logo para dentro do mais profundo de si mesmo. E eu estava vacinado desde meus 20 anos a todo dadaísmo disfarçado e nada me desmotivava mais do que a presença de mestres fundadores. Mas num desses rompantes de coragem (e também, vou confessar, atraído por essa belíssima capa aí do lado), adquiri o livro.
Pois Walser é uma surpresa compensadora do início ao fim. Li as 148 páginas desse magnífico romancinho num átimo (para usar uma antiga expressão condizente). As frases são velozes, curtas; só se percebe o germanismo da moda literária do ano em que foi lançada, 1909, pela polidez da condição de europeu nascido no século XIX mas formado pelas energias premonitórias do século XX que é fator inescapável mesmo ao menos alemão dos escritores (Heinrich Böll). E, ao contrário do que parece, é uma obra prenhe de antiintelectualismo, com poucas sombras (ou sombras completamente diferentes das de seu sucessor oficial, Kafka), sem a dogmática requerida pelos romances de pesadelo em se ajustar às paisagens freudianas e ao dicionário formal de sua interpretação. É uma história solta, descompromissada, submetida à narração em primeira pessoa do garoto Jakob von Gunten, que se interna no inexpugnável Instituto Benjamenta para aprender a humildade e a modéstia necessárias ao ofício de servir. Jakob é um jovem vivaz, cheio de sarcasmo, cheio de uma dúbia negação ao materialismo crescente da sociedade da virada do século que, ao mesmo tempo que parece lhe incutir asco, o atrai para confissões de que tudo que mais necessita é de muito dinheiro. Walser é muito eficaz em demontrar as incertezas de um adolescente que se esforça em se adaptar ao marasmo de uma instituição cuja função é a anulação do indivíduo e sua despersonalização massificadora, e como Jakob vai, aos poucos, se revoltando. Jacob é um narrador cheio de ódio e humor, o que torna Walser um escritor incrivelmente próximo e acessível. Não há como não passar a amar esse escritor que, segundo alguns biógrafos, simulou constantemente a loucura para manter-se distante da sociedade que sua lucidez exacerbada antevia como a mais destruidora para o espírito humano. O que ele tem de precursor de Kafka é sua proposital indefinição cenográfica, que, somada às personagens unidimensionais geralmente obcecadas pelas próprias intensidades, dão uma atmosfera de fábula opressiva. Mas ao final da leitura percebe-se o quanto Walser é um grande narrador, por sua visão de conjunto da obra e sua organização perspicaz. Coloca Salinger no chinelo.
Comprei junto com o volume de Walser esse livrinho charmoso com alguns dos contos fundamentais de Kafka. Também há nele os 109 aforismos reunidos na íntegra, que já valem o preço do livro. Kafka muitas vezes_ olha a heresia a que me disponho_ é melhor nos aforismos. Há várias entre essas 109 peças que nos envia a profundezas da reflexão, como essa: "Uma vez incorporado o mal, não se exige mais que se acredite nele." Ou essa: "Como é possível alguém alegrar-se com o mundo, a não ser quando se refugia nele?"
Reler O Veredicto e Na Colônia Penal é confirmar, sem ser preciso mas com renovada surpresa, que Kafka distribuiu sua lição de perícia narrativa e lúcida visão da condição humana sob a modernidade pelos maiores escritores do século XX, sendo difícil apontar alguém que não lhe seja um herdeiro direto. Lembro que Paulo Francis dizia que Borges não passava de uma cópia de Kafka; toda a literatura latino-americana se impregna da influência de Kafka, de Macondo à casa tomada de Cortázar, dos ambientes herméticos que pressupõe um deus militar no controle nos melhores romances de Llosa; e assim vai Piglia, Bolaño (lembro de uma cena arrebatadora em Detetives Selvagens, do encontro visto à distância, numa praça, entre Arturo Belano e Octávio Paz), Osman Lins. Assim também com Roth (que compôs uma louca variação de A Metamorfose, em torno de um enorme seio feminino em que se transforma o personagem da narrativa), as descrições kafkianas do interior dos tribunais norte-americanos que são o supra-sumo de Herzog, de Saul Bellow.
Kafka, que era formado em direito, funcionário de uma repartição de seguros, e escolhido certa vez como o homem mais bem vestido de Praga, dizia que a única coisa que lhe interessava na vida era a literatura. Como se tal afirmação fosse o revestimento premonitório de sua existência, acondicionando-o a ser ele um personagem da narrativa do século, há um pesar inerente em cada palavra de sua obra, uma tristeza evocativa ao lermos sua biografia. O terror que sentimos ao lermos a descrição da máquina de tortura e aniquilamento em Na Colônia Penal, que imprime à lâmina no corpo do sentenciado o seu crime e o atira numa fossa assim que o excesso de dor lhe condena à morte (passando pela cruel misericórdia de ser-lhe despejado na garganta uma papa de arroz durante o processo), é um terror que se ainda nos oprime hoje, ao leitor do começo do século passado provocava uma antecipação sensorial inédita que o preparava para as formas de terror inimagináveis dos campos de extermínio. Não à toa que, numa leitura que Kafka fez num sarau para amigos desse conto (apesar de extremamente reservado quanto à publicação, Kafka adorava ler em público seus contos), uma das senhoras à mesa desmaiou durante as passagens do funcionamento da máquina. Para se ter uma idéia do impacto e da importância de Na Colônia Penal, quando Hannah Arendt, exilada nos Estados Unidos, soube a confirmação oficial do que os nazistas fizeram nos campos de extermínio, ficou tão irremediavelmente chocada que só se restabeleceu meses depois. Ali Arendt, com toda sua potência filosófica, teve a compreensão sobre o fim das esperanças humanistas e dos séculos de atraso pela frente que a humanidade teria que purgar devido a esse inconcebível passo de auto-descobrimento. Um casal de amigos que a viu lendo a revelação do genocídio pelo New York Times testemunhou que sua palavras foram: Isso nunca poderia ter acontecido. E a frase que cunha em Reichmann em Jerusalém, uma das sentenças definidoras do século passado, sobre a banalidade do mal, não é mais que a releitura do aforisma de Kafka que copiei acima. O que estarreceu Arendt a ponto de quase fazê-la desistir de escrever, diante sua insuportável perda de fé na humanidade, Kafka já havia anunciado trinta anos antes. E as três irmãs de Kafka seriam exterminadas por uma variante coletiva de sua máquina, nas câmaras de gás nazistas, o que fecha o círculo do destino do escritor em ser ele mesmo um operário do estilo de niilismo e abjeção incorporado na narrativa do século XX.
O terceiro livro desta semana foi a primeira parte da biografia de Elias Canetti, A Língua Absolvida. Vou reservá-lo para uma futura resenha individual, assim que terminar as duas outras partes que compôem a trilogia. Só digo que confirma todas as críticas e opiniões que venho obtendo sobre essa trilogia há anos, e é mesmo um dos mais gratificantes e deliciosos textos que já tive a oportunidade de ler. E a questão do frio só acentua o prazer da leitura.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
As Corcundas
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| Franz Kafka |
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| Walter Benjamin |



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