quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

À meia-noite erma e sombria, a ler doutrinas de outro tempo em curiosíssimos manuais


32 comentários:

  1. É uma citação de Poe o título da postagem Charlles ?

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    1. The Raven, na musical tradução de Milton Amado.

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  3. Charlles,

    É primeira vez que adentro à vossa casa literária; curiosamente, para buscar informações sobre DFW,. E acabo me deparando com uma imagem reflexiva, semelhante àquilo que seria o meu computador, mais um livro de proporções mastodônticas repousando todo seu universo ficcional sobre uma frágil escrivaninha....,uma noite chuvosa...;um prelúdio ao estado de Graça Infinita...

    Forte abraço!

    Mateus Henrique

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  4. João Antonio Guerra8 de janeiro de 2015 23:31

    Estou encantado pelo romanção desde o Natal. DFW fica o tempo todo saltitando de uma maneira de contação pra outra, e o livro acaba elétrico, nem se sente o peso. Torcendo pra que vocês tenham pelo menos metade da obsessão que tô tendo aqui com a leitura! Boas e muitas midnights-dreary pra vocês.

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    1. Se você tem esse entusiasmo todo pelo livro, então ele realmente é bom e me motiva a lê-lo logo.

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  5. Parece que DFW é algo incontornável para quem gosta de literatura e é usuário de internet, não é? O cara está por toda parte! Eu li aquela primeira compilação de textos dele que saiu pela Cia das Letras (preguiça de olhar o título agora, mas é alguma coisa com "Entrevistas"), e vários outros textos soltos aqui e ali, e gostei bastante de boa parte do que li... Mas esse romance aí não me despertou muita curiosidade, não sei dizer o motivo exato. Talvez porque existam toneladas de outras coisas que pressinto serem mais fundamentais para serem lidas antes (é bobagem isso, será?). Bem, quem sabe um dia. Ou depois que o Charlles escrever sua resenha sobre ele; Houellebecq era outro que não me interessava, por achar a mesma coisa que o João comentou em algum lugar -- nem para francês irascível ele parece servir -- mas agora fiquei com vontade de lê-lo...

    Charlles, sua mini-série Anamnese, que finalmente li ontem, ficou ótima. Fico só imaginando o que o pequeno Charlles escrevia em suas redações quando a professora, no primeiro dia de aula, passava como tarefa: "Agora vocês vão escrever uma redação relatando o que fizeram em suas férias..."

    E eu queria que a discussão sobre Houellebecq e islamismo do post anterior se estendesse mais, com mais contrapontos do Luis.

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    1. Obrigado, Fabricio. As professoras de redação às vezes ficavam preocupadas, às vezes maternalmente enternecidas com aquele rapazinho branquelo raquítico com aparência desolada.:-)

      Gosto muito do DFW e tenho muitíssima curiosidade por esse livro. Mas alguma coisa me impede de acreditar que seja tão bom quanto O arco-iris da gravidade. Também tenho outras leituras agendadas_ um monte de livros adquiridos nos últimos meses e o temor de ficar como aquele tipo cheios de livros mas que não leu nem metade deles_, mas sinto que a leitura deste vai deslanchar a qualquer momento.

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    2. Ramiro Conceição9 de janeiro de 2015 14:18

      Uma tentativa de complementar o excelente comentário do Luiz sobre o Islam...
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      GIRASSÓIS PRA SEMPRE
      by Ramiro Conceição


      Não contarei os mortos de Paris,
      Nova Iorque, Rio, Oslo, Kiev ou Madri.
      Não cantarei aos mortos de Bagdá,
      Luanda, Argel, Cairo ou Tel Aviv.
      Não contarei os mortos do Haiti,
      de Caracas, Teerã, ou Marrakesh.
      Não cantarei… porque.... morri.

      Ai de nós, porque a vida… estava aqui,
      está aqui e estará aqui, apesar de nós.
      Todavia, eu acuso !
      Todos os assassinos de Lennon
      em todas as Brasílias do mundo.

      A grandeza de uma civilização
      não é a globalização do capital
      a matar impunemente.

      A grandeza de uma civilização
      são seios a amamentar gerações
      de construtores d’estradas entre
      estrelas, mares e palavras.

      Todavia somos ávidos por ideologias,
      aptos à imundice de tudo... Contudo,
      há uma ética, uma navalha, a separar
      canalhas  de canários.

      Eu preciso dessa ética pra viver.

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    3. Ramiro Conceição9 de janeiro de 2015 15:30

      Será que a Sabedoria de Javé, de Jesus, de Brahma, de Maomé, de Buda, dos Orixás ou dos Aborígenes da Tasmânia não esteve, não está e nem estará aqui, entre nós, no XXI? Não acredito!

      https://www.youtube.com/watch?v=c33owTY-AiA

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    4. Bom, então vamos lá. Se o Charlles e o Matheus (e quem mais) tiver paciência e ânimo, postei uma longa e atenciosa réplica aos pontos colocados pelos dois no post sobre o autor Francês de Plataforma e a Charlie Hebdo (detesto escrever o nome dele, nunca consigo sem a ajuda dos oráculos da internet).

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    5. Muito bom, Ramiro!

      E, puxa, é LuiZ, com z, e não com s, como escrevi acima. Perdão, Luiz.

      A discussão no outro post foi (está sendo) maravilhosa. Aprendi muito, e nem me importei de ter ficado horas em casa, em pleno fim-de-semana, sentado em frente ao computador lendo vocês, enquanto aí fora faz um dos verões mais maravilhosos de que tenho lembrança. Luiz, meu tio falaria para você o seguinte (emular sotaque manezinho ilhéu): "Dás um banho! O que não faz um primário bem feito!"

      Omar Khayyam: obrigado por me apresentar, Charlles.

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    6. Só para esclarecer: elogiei nominalmente o Luiz porque o que ele escreveu dá sentido ao que eu penso (ou "suspeito", talvez fosse melhor dizer), muito superficialmente, sem maiores embasamentos. Mas também o que escreveram Matheus e Charlles muito me fizeram pensar; também eu já tive a impressão pessoal que é difícil ser condescendente com o islamismo, mas reconheço em mim uma vítima fácil das manipulações e politicagens envolvidas na questão, dado meu pouco conhecimento histórico. E ainda mais incompreensível para mim é o discurso do "minha religião é melhor do que a sua", e por isso intuí que a experiência do Luiz nesse assunto (da qual suspeitei a partir daquele primeiro comentário mais resumido dele) teria algo a acrescentar aos comentários que foram aparecendo. Enfim, aprendi muito com todos vocês muito generosos aqui.

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    7. Fabrício,
      A generosidade em conversar eu aprendi aqui com o Charlles. Desconheço na net alguém que se debruce com tanta atenção e empatia aos visitantes que passam e deixam um comentário.
      Acho que nesse ponto todos nós, convertidos Charlleanos, somos um pouco como ele.
      Acho crucial que se façam essas distinções sobre o Islam. O Brasil desconhece o Islam. E faz todo o sentido esse desconhecimento. Comentava isso com o Charlles por e-mail. O Islam nem chega a ser uma minoria visível no país. Daí essa escória humana que responde por vários nomes - Isis, Al-Quaeda, Talibã - conseguir alcançar um volume muito mais alto do que a voz do Muçulmano médio. Eu não sei qual seria a solução para o radicalismo Islâmico. Como um secularizado, pós-Cristão que estuda a religião me assusta um mundo tão polarizado entre apavorados e essa minoria desesperada que falsifica terror por amor. Acho que foi o Amos Oz que disse que o problema do radical religioso não é que ele odeia em excesso, mas que ele ama em excesso.
      Enfim, só sei que a solução não é escorraçar uma tradição cultural inteira, arrastando junto meio mundo de etnias diversas que se aninham sob o nome do Islam e do Profeta.
      É divertido fazer o jogo das generalizações culturais e de Weltanschauung se isso é um exercício cerebral puro. Ah, o Judaísmo é a religião da Lei dura e incontornável. O Cristianismo, a religião do amor e do sacrifício. O Islam, a tradição da submissão absoluta e da sobriedade violenta. Mas há muita coisa em jogo nessas simplificações. Já foi tarde o mundo onde essas simplificações não carregam em si um universo de valores políticos e éticos.

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    8. Ramiro Conceição11 de janeiro de 2015 20:11

      Grato por seu comentário, Fabricio…
      Não tenho erudição sobre qualquer religião… Todavia, creio que todas, inclusive a ausência delas, nos os ateus, sejam caminhos tortuosos de um estado inicial a um estado final; porém, porém, porém.., toda relegião é semelhante a uma função termodinâmica, isto é, o que interessa no fundo é a diferença, o gradiente de conhecimento entre um estado final e outro inicial de uma dada civilização; ou seja, não importa o caminho percorrido… O importante é a construção da liberdade de escolha entre prováveis caminhos diferentes ao destino planejado… Destino final? Não sei. Não importa.

      Desta maneira, a plenitude de cada relegião só terá probabilidade de acontecer num sistema aberto, denominado democracia plural que, talvez, possibilite uma termodinâmica ainda desconhecida, por nós… Sim, aquela contida, contada, pelo Menino que fugiu do paraíso e foi brincar inocentemente com os passarinhos e com o Poeta do Ribatejo…
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      CAVALOS
      by Ramiro Conceição
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      É… Não há um poema único:
      ao simples se junta o múltiplo;
      nas línguas, escondido, está o
      fruto para ser escrito… ainda.

      É. Não existe um soneto único,
      um único beijo ou ritmo, mas
      muitos feitos, desfeitos e ainda
      outros que serão…bem-vindos.

      Que fique então a vez que vi o seu olhar
      e o amar dos cavalos naquela rua repleta
      de bípedes tais qual a mim quadrúpedes.

      Ser múltiplo é a única forma sadia
      de se compreender a cada instante
      a alma inacabada a cada amálgama.


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  6. quase compro o livro hoje, mas como o preço é salgado e eu não tenho parceria para receber de cortesia, deixei de lado. outro motivo também foi ver que a cosac naify vai lançar "Absalão, Absalão!" ~em breve, ou seja, prioridades.

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    1. Mas faz MEIA DÉCADA que o lançamento será 'logo ali' e nunca lançam.

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    2. acho que agora vai!

      http://instagram.com/p/xpIDmMjwPQ/?modal=true

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    3. João Antonio Guerra10 de janeiro de 2015 02:12

      Até que enfim! Eu achava que tinham desistido.

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    4. Fiquei todo arrepiado ao ver a belíssima capa do livro. E o "aviso aos fãs de Faulkner". Faulkner estava certo: devemos sempre acreditar na salvação da humanidade.

      Esse livro da Cosac era o Santo Graal dos livros.

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    5. MEU DEUS. Eu quero!, eu quero!, quero!
      Cosac sabe fazer capas, nossa. (Toma nota, Companhia) Todas do Faulkner são bem bonitas, mas essa daí...
      E esses arrombados lançarão depois de janeiro, só para complicar. Terei de arranjar uma alma caridosa que envie para longe (e torcendo para os Correios não roubarem ou 'sumirem' com o Graal).

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    6. Bonita é a capa da edição que eu tenho aqui: https://skoob.s3.amazonaws.com/livros/9412/ABSALAON_ABSALAO_1323798106B.jpg

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    7. Hahahaha. Parece uma versão pornô! Torna o título com duplo sentido.

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  7. Esse é o Chinese Democracy dos livros. Hehehe.

    Charlles, estou lendo Lance Mortal, por causa de seu texto lá, e é mesmo magnífico. Leio na ordem, e ainda não cheguei em Um Erro de Química. Depois comento direito.

    Ah, todo jovem escritor deveria ler A Língua Absolvida, pra ver se aquela duríssima conversa de Canetti com a mãe, no final, lhes diz algo.

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    1. Lance mortal, um livro menor e genial do Faulkner. O mais impressionante é como o cara dominava bem a narrativa ágil. E o humor e a metalinguagem bem sutil do primeiro conto. Tudo magnífico!

      Terminou o primeiro volume! Nem imaginas o quanto os dois últimos chegam a ser melhores.

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  8. Não acham essas traduções do faulkner pelo waldir dupont bem fracas? É o que está me desanimando a comprar estas edições da Benvira, inclusive a trilogia Snopes.

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  9. Eu tenho por Dupont também Enquanto Agonizo, pela L&PM, mas ainda não li. Soube que ele morreu ano passado, se não me engano durante a copa. De vez em quando surgem umas coisas estranhas, mas sempre penso: "bem, é Faulkner..."
    Tem umas coisas muito bonitas também. Depois talvez eu copie aqui.

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