domingo, 11 de maio de 2014

Em que acreditam os escritores ( II )



Philip Roth: é uma torre sólida e indevassável de certeza de que tudo que existe de vida termina por aqui. Roth é um escritor realista do final do século XX, o que diz muita coisa e marca uma enorme diferença do realismo de outras épocas da literatura. Roth é cosmopolita, político, historiógrafo tanto do imaginário do seu país quanto das especulações sobre uma história de massacre alternativo, e é o suprassumo do escritor idiossincraticamente americano. Analista incansável da maior parte das vertentes mentais da América pós-1945, estudou todo o prisma da vida americana, ao mesmo tempo reforçando e desconstruindo o que sobrou da energia metafisica da América redencionista. Em sua bibliografia vemos a fase em que dialoga ironicamente com o freudianismo, usando a saúde sexual contestatória de sua própria juventude como comburente verbal e esotérico_ ler Complexo de Portnoy é dividir com Roth sua terrenidade lúbrica, sua mortalidade adiada em prol aos hinos à saúde corporal e mental. O Roth da juventude é um atleta sexual prenhe de vida, fascinado pela fama, situado a uma distância insofismável da morte e da deterioração: é um escritor que encarna o poder feérico dos Estados Unidos em sua ampla atmosfera de ser porto a todas as revoluções intelectuais, culturais e científicas. Roth se dava tão bem consigo mesmo, reconhecia sem o mínimo pudor a importância de seu egocentrismo, que produziu parte de sua obra falando única e exclusivamente em uma auto-referência explícita. Em Zuckerman acorrentado vemos um exemplo de prosa excepcional em que, em maior e menor grau de ficcionalização, Roth é seu próprio personagem, e seu tema é todo o fisiologismo correspondente a ele: talvez seja o único escritor que tenha feito uma obra relevante em torno da descrição de sua mialgia de postura e de sua paranoia de perseguição. Outra fase bem característica de Roth é seu ataque a toda forma de religião, em O avesso da vida e Operação Shylock, o primeiro incorrendo mesmo em um didatismo de viagem por Israel e pela Londres católica. Mas seu romance mais próximo do que poderia ser chamado de metafísica por uma procura além de significados para a existência é Teatro de Sabbath. Neste livro monumental encontramos a forma que o ultra-cerebral Roth adota para investigar a finitude: através da degradação paulatina de um shakespeariano na sociedade de excessivas aparências americana. É a obra mais notável e mais altiva de Roth; conserva similitudes simbólicas profundas com Rei Lear. Impossível de ascender-se para qualquer intuição de transcendência, o alter-ego do ególatra Roth, Mickey Sabbath, pena com sofrimento enorme o ter que se confrontar com seu envelhecimento. Aqui vemos a linha contínua de reflexo na escrita do que se passava na biografia do autor: não mais jovem, não mais podendo contar com sua incrível energia sexual e sua vaidade intelectual, Roth se analisa de forma extremamente solitária no mendigo Sabbath, em sua esposa alcoólatra velha, em sua aluna gorda com quem mantem esperança de alguma nostalgia erótica dos velhos tempos, na fornicação triste com as peças de fetichismo esvaziado do armário da filha de seu amigo que o acolhe em casa. Aqui vemos o Roth russo, ou russificado, o Roth dostoievskiano que começa a se voltar, obrigatoriamente, para fora de seu americanismo, de sua profusão festiva do grande gênio americano. Não à toa a última frase do romance reafirma seu materialismo, mas um materialismo que venera a sacralidade da decomposição e da degeneração irrevogável de tudo que outrora foi belo. Daí vemos a fase de análise crua das patologias humanas em seus livros sobre doenças e morte, sendo os mais sintomáticos o tocante relato da morte de seu pai, Patrimônio, e seu último romance, Nêmesis. Nesses, Roth resume toda sua filosofia conquistada: ele se transformou em um estoico amargurado, que mal suporta a visão da velhice. Se tivesse um caráter menos romano, teria se metido um balaço na cabeça, como fez Hemingway quando viu a rua sem volta da velhice. Mas Roth é vaidoso demais, centrado demais para fazer isso_ um escritor paranoico pela escrita, que não gosta de música e nem de nenhuma outra forma de expressão artística. Nêmesis é sua última grande obra, uma obra-prima sobre contenção e análise cerebral destituída de sentimentalismos ou cogitações paralelas, uma aula surpreendente de Roth de como escrever sobre a alteridade retirando toda a presença pessoal do escritor da escrita_ isso vindo do mais pessoal dos escritores. Roth, a meu ver, é o escritor mais materialista das últimas décadas, quiçá do século passado.

28 comentários:

  1. E não tem um Nobel. Mas quem precisa de um Nobel?

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  2. João Antonio Guerra15 de maio de 2014 14:05

    No topo do post: Kitaj, é?

    Comecei a ler Roth "torto": conheci o cara por causa do Kitaj, e minha primeira leitura foi Nêmesis. No meu ensino médio, o professor de artes ganhava carinho da turma projetando no quadro uma série de obras de artistas mais interessantes que os curriculares: lembro de Mapplethorpe, Farnese de Andrade (o professor tinha feito seu mestrado sobre ele), uma grande quantidade de fotógrafos de rua americanos; numa aula, mostrou a fotografia de um homem com uma modelo nua no colo, uma fotografia que do homem mostrava o rosto teso e concentrado na única tarefa de parecer irascível, e da mulher só se interessava em mostrar os pelos da boceta no colo do artistão: era uma fotografia de RB Kitaj. Pesquisando depois, soube dum tal Mickey Sabbath, criado por Philip Roth a partir da vida do amigo Kitaj.

    Na biblioteca da minha escola (estudei numa escola interna do Sesc, com uma imensa e belíssima biblioteca à minha disposição, e passei meus três anos de ensino médio sendo a criatura mais antissocial do mundo) havia muito de Roth, inclusive o Teatro de Sabbath da Cia., mas preferi ler primeiro os livros menores.

    Eu tinha acabado de ler o Memorial do Convento, e quando descobri que o narrador era um dos meninos pegos pela pólio, meu eu adolescente concluiu que aquilo era como a manobra mágica em que a narração do Memorial é passada pras mãos da mãe de Blimunda, não importando que ela estivesse prisioneira num lá-longe e não tivesse realmente como narrar aquela estória -- como o tal Arnie (Arnie?) trancafiado num pulmão de ferro. A parte final do livro, é claro, me puxou pra terra, me mostrou como Roth verdadeiramente funciona: aquele final é tão desesperador como o de um Desonra, e, porque embalado pela beleza da cena de Bucky Cantor arremessando dardos para as crianças assistirem encantadas, talvez ainda mais.

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    1. João Antonio Guerra15 de maio de 2014 14:22

      Essa série com as crenças dos escritores está sensacional, Charlles. A imagem de um Bellow deísta em meio à intelectualidade ateia americana me lembrou a primeira parte do Diário de Bernardo Soares, semi-heterônimo de Fernando Pessoa: http://arquivopessoa.net/textos/2518

      (Aliás, cada pessoa do Pessoa tem um lidar todo próprio com deus, Deus ou Deuses, e o próprio Pessoa era muito ligado ao esoterismo e escreveu bastante sobre o tema.)

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    2. Acho Nêmesis uma das melhores obra de Roth. Isso é um grande feito do cara, escrever uma obra realmente significativa e original em sua fase tardia, Realmente, aquele final incomoda, dói, mortifica. Também o acho com o mesmo peso do final de Desonra, e de Esperando Godot. Só por esse livro ele já mereceria o Nobel, se não houvesse já a ficha quase inacreditável de seus grandes livros anteriores.

      Estou enebriado com a leitura de Moby Dick, João. Que livro inusitado, único! Tem coisas ali que me parecem ser da mesma envergadura estética e experimental de Ulysses. Quando a baleia branca finalmente é mencionada, vi que tenho que escrever uma correlação entre o que me assoma ser os três monstros da literatura norte-americana: Moby Dick, Old Ben (o velho urso do magnífico romance de Faulkner), e a águia do Augie March. Há uma confluência de signos nestes que refletem tanto a decadência do espírito americano quanto sua adaptação.

      É o Kitaj, claro.

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    3. João Antonio Guerra15 de maio de 2014 17:01

      Essa sua proposta dos três monstros americanos é muito interessante, Charlles: escreva assim que puder! Apesar de Herzog e Sammler, é Augie March o meu romance favorito do Bellow, e não tem alma aquele que não se apaixonar por The Bear em Go Down, Moses.

      Tenho aqui em casa uma edição linda de Moby Dick em inglês, da Collector's Library, adquirido quase de graça -- livros em inglês, não importa o capricho da edição, costumam custar baratinho por aí. Comecei a ler quando comprei, e lembro agora do quão mítica é a narração do Ishmael depois que ele embarca no Pequod: às vezes o cara nem está na cena, mas narra mesmo assim, como se seu corpo fosse não o corpo de mero homem, mas algo maior -- o próprio Pequod, talvez. Abandonei a leitura por causa da pressão da língua; agora, pós-Pynchon, acho que consigo encarar Melville, e sinto até que preciso encarar Melville.

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  3. Charlles, já leu aquele capítulo-ensaio sobre a cor branca? Ah, tenho uma vaga lembrança de uma cena banalíssima (o vilarejo despertando ou algo parecido), que Melville escreve com exagero heroico irônico, antes de Ismael embarcar (você sabe me dizer em que capítulo está isso?). Joyce é mesmo Melvilliano. Hehehehe.

    João, o Bellow que eu mais gosto (até agora) também é Augie March. Li também Herzog e Humboldt. Quero ler o quanto antes Sammler e Ravelstein.

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    1. É a esse capítulo que falo sobre o joyceanismo de Melville (além do 40, "Meia-noite, castelo de proa")
      . É o capítulo 42, "A brancura da baleia".

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    2. João Antonio Guerra16 de maio de 2014 17:02

      Ravelstein ainda não li! Fiquei surpreso com a leitura de More die of heartbreak: é um dos livros mais hilários que já li, batendo até o Henderson do próprio Bellow. Da parte pós-Nobel, por enquanto só li o More die of heartbreak; tenho muita vontade de ler Dean's December.

      Charlles, sobre a águia do Augie March: Martin Amis tem um ensaio excelente sobre a obra num livro chamado War against Cliché.

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    3. Vou fazer uma pergunta que revoluta meu estômago, mas vá lá: tem esse Amis em e-book (ai!)?

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    4. João Antonio Guerra16 de maio de 2014 19:31

      Tenta não vomitar: tenho sim. Mandei agora pro teu email. O nome do ensaio é The American Eagle.

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    5. João Antonio Guerra16 de maio de 2014 19:39

      Estou relendo o ensaio, e lembrando que adoro o jeitão escroto do Amis; olha só o primeiro parágrafo:

      The Adventures of Augie March is the Great American Novel. Search no further. All the trails went cold forty-two years ago. The quest did what quests very rarely do: it ended.

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    6. Na edição de Augie da Cia das Letras tem um puta ensaio do Hitchens, que também vem com essa de Great American Novel. Lestes o ensaio do Coetzee decantando esse romance?

      Obrigado pelo livro.

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    7. João Antonio Guerra17 de maio de 2014 11:08

      São muito bons os Bellows da Cia: mesmo Henderson, que vem num tamanho menor que Herzog e Augie, e sem ensaio inicial, flui belamente e tem uma capa naquele esquema bonitão. Deles só não tenho o Humboldt ainda, e não sei se a sua edição é no estilo Henderson ou Herzog/Augie.

      Quanto ao Coetzee: é um cara carrancudo, famoso por não rir nunca. Mesmo quando ensaia sobre um livro que gosta -- relembre o ensaio final do Mecanismos, sobre Half a Life, que, junto com sua continuação, Magic Seeds, forma o par de livros mais fracos que li do Naipaul -- ele não resiste, arranja outro autor pra bater -- sobrou pro Mia Couto. Mas o próprio Coetzee é sensacional, e extremamente autoconsciente: seu personagem autobiográfico de Diário de um Ano Ruim escreve ensaios da mesmíssima maneira, e o tema do livro é justamente a inutilidade da escrita de ensaios, e mesmo da escrita enquanto carreira.

      Gosto de todos aqueles ensaios de Mecanismos, apesar de tudo. Acho que a única coisa que realmente me perturbou foi no primeiro, sobre as biografias de Faulkner: há um momento em que Coetzee parte para uma tentativa de desmistificação de Faulkner, escrevendo que, ao contrário do que o próprio autor dizia, Faulkner estava sim muito bem preparado para escrever obras primas tão cedo; para se sustentar, Coetzee começa a citar vários escritores que eram leituras diárias de Faulkner, como Conrad, Balzac etc. Pega mal por dois motivos:

      1º- O "surgimento" do Faulkner como escritor é um troço que faz quem o estuda coçar a cabeça até hoje, e com certeza não é uma questão que se resolve em uma ou duas linhas desencantadas. Agorinha mesmo surgiram com um tal Leak Diary, que supostamente foi de onde o Faulkner tirou a maior parte de suas estórias, e o surgimento desse documento está sendo um pequeno escândalo lá nos States -- acho uma bobagem, um entendimento muito torto do que é a origem das obras de arte, mas deixo um dos vários links aqui se alguém quiser ver: http://www.theawl.com/2014/04/the-faulkner-truthers

      2º- Em sua listagem de leituras do Faulkner, Coetzee desconsidera logo a mais importante: o ritual anual em que o velho lia Dom Quixote; e desconsidera também um dos dizeres mais maravilhosos do mundo: Faulkner declarando que só aprendeu a ler depois que escreveu The Sound and The Fury.

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    8. Essas questões dão um mundo para se pensar. Faulkner veio de uma geração que não precisava da universidade para se tornar escritor; uma geração que ia além: desprezava o academicismo. Basta lembrar que há outros grandes escritores auto-didatas, como o maravilhoso Steinbeck, e Hemingway, e, em um grau relativo, Fitzgerald. Há muitos e muitos outros escritores do período que não eram acadêmicos. O academicismo nas letras, na verdade, foi uma re-invenção da geração de Bellow e Roth, como uma reação. Neste ponto a minha dificuldade em aceitar os novos escritores após Faulkner. Minhas primeiras leituras de Bellow me mostraram uma farsa, um intelectual de escritório.

      O Faulkner inicial é uma mistura de Hemingway com lastros de Dostoiévski, como Paga de Soldados, ou sob inspiração de Aldous Huxley, como Mosquitos. Há muito da forma revolucionária de Thelonious Monk tocando piano na escrita de Faulkner, sua falta de apego à gramática e à coerência.

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  4. O capítulo que eu falava não era assim tão avançado no livro. Perdi um caderno com todas as minhas anotações sobre Moby Dick (quando passar dos trinta eu devo reler). O que também me lembra Joyce são as dramatizações no meio do nada. Ah, e as primeiras páginas do livro estão entre as melhores de toda a literatura.

    Hitchens não era amigo de Amis? Podem ter discutido o assunto...
    O Coetzee é meio implicante, não é?

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    1. Moby Dick tem capítulos que não dão uma página, não sei se te lembras, Paulo. Daí que o capítulo 40 está antes da página 200. Não há outro capítulo, afora o 42, que trate da brancura da baleia.

      O Coetzee é bem implicante mesmo. Tanto que ele desconsidera Augie March, dizendo ser um mero exercício de um grande virtuose (chega a compará-lo a história em quadrinhos), e diz que um dos primeiros romances de um Bellow ainda imatura é muito melhor.

      P. S.: para quem não sabe, há uma ótima banda de rock australiana chamada Augie March, em homenagem, claro, ao romance.

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  5. Bye-bye ... Philip Roth talks of fame, sex and growing old in last interview

    When Philip Roth told the French magazine Les Inrockuptibles in November 2012 that he was quitting the field – "To tell you the truth, I'm done" – there was widespread disbelief. Surely a novelist who had devoted himself as singlemindedly to his art as Roth could not be serious? Was it possible that Nemesis, his 24th novel, would be his last? Well, yes, it was.

    This week, in a BBC interview, Roth will not only reaffirm his literary retirement, he will also, with gleeful finality, guarantee to the camera that "this is my last appearance on television, my absolutely last appearance on any stage anywhere".

    http://www.theguardian.com/books/2014/may/17/philip-roth-retires-imagine-interview?CMP=twt_fd

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    1. Boa, Matheus. Não conhecia. Obrigado pelo link.

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  6. João Antonio Guerra18 de maio de 2014 14:23

    Charlles, fui passear no site da Companhia e descobri que um dos lançamentos de agora é Dez de Dezembro, do George Saunders. Não sei se seu acordo com eles está ainda anda, mas enfim: pega esse livro pra você. Saunders, junto com Pynchon ("junto" não: Pynchon ocupa um distantíssimo primeiro lugar), Delillo e Davis, é um dos meus escritores em atividade mais queridos. Ele é contista puro, como Davis ou a Munro, e Tenth of December é seu melhor livro. O tradutor é o mesmo do Herzog, o José Geraldo Couto portanto confio e vou eu mesmo comprar. Só não gostei foi da capa...

    http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13544

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    1. Já pedi os meus deste mês, o novo do David Grossman e o do Knausgard. Não conheço o Saunders, mas vejo lá agora que ele ainda não foi lançado. Valeu pela dica.

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    2. O Charlles qual tradução do Herzog é a melhor? A nova da Cia. ou da Silvia Rangel antiga?

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    3. Li as duas traduções. A da Rangel é bem superior. Se houvesse um cânone de tradutores no país, a Rangel seria um clássico, junto à tradução de Márcia Serra para Homem Invisível.

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    4. P. S.: um fato curioso. Meses, mas muitos meses após a publicação de uma resenha minha de Homem invisível, visito por acaso a página do Sul 21 onde ela foi publicada e vejo um comentário da própria Márcia Serra, me chamando de "doutor Charlles" e me agradecendo comovida pelo meu texto. Fiquei também emocionado e feliz, mas já fazia tanto tempo que não achei cabível respondê-la. E a propósito, finalmente, uma editora nacional reeditou ano passado Homem invisível, em outra tradução. Dificilmente vai ser tão excelente quanto a da Márcia (um jornal louvou a reedição, informando que a tradução da Márcia era disputada a tapa e por alto preço em sebos). A única coisa que tem a mais é um prólogo de 16 páginas assinado pelo próprio autor.

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    5. João Antonio Guerra19 de maio de 2014 20:28

      Jura que a da Rangel é melhor do que a do José Geraldo? Vou procurar. Tenho uma tara pelo trabalho de tradução (inclusive tenho brincado com William Carlos Williams vai fazer um mês agora, minha primeira tentativa como tradutor) e gosto de ler o máximo de versões.

      Li a resposta da Marcia Serra, fofíssima. E acredito que mais alguém tenha notado: as postagens dos outros dois que deram seus pitacos sobre O Melhor Livro do Mundo foram apagadas, sobrando só a sua, com a resposta da tradutora.

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    6. A da Rangel é tão boa que foi inevitável ver que o José Geraldo tentava fugir de sua influência (algo nessa tolice que existe entre tradutores de se afastar acintosamente o máximo possível de seu predecessor de talento; como vejo, por exemplo, na solução de Irene Hirsch e Alexandre Barbosa de Souza, na edição de Moby Dick da Cosac, que acharam por traduzir a famosa melhor frase do mundo como "Trate-me por Ishmael" !!!).

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    7. Pô, não é nada demais, na verdade, mas penso que Ishmael deveria vir como Ismael, pois é assim que conhecemos o nome da Bíblia...

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  7. Então tá. Comprei outro Herzog da Silvia Rangel, agora de 77. (O outro, com suas páginas soltas, é de 76. Vou guardá-lo com carinho besta.)

    Fui bisbilhotar essa publicação. Bonito, Doutô Charllllllles. Deverias ter respondido à tradutora, afinal quem sabe ela procuraria, dois anos depois, uma resposta igualmente e aparentemente esquecida?

    Ou sou o único louco aqui que procura coisas antigas próprias na internet? (Principalmente para passar vergonha!)

    Provavelmente, provavelmente.

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  8. http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2014/04/artigo-marcia-tiburi-filosofa-sobre-o-papel-da-memoria-e-da-literatura-na-era-digital-4483992.html

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