quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Segunda lei de Newton



Na metade da década passada recebi via celular esta mensagem: "Atende. Minha mãe morreu". A autora do pedido era minha mãe e a mãe relacionada, lógico, era minha avó Mirtes, que deveria ter, à época, oitenta e nove anos. Quem lesse aquelas palavras e as interpretasse sem o devido envolvimento familiar, acharia que eu era o mais desalmado dos canalhas, para que a própria mãe tivesse que me pedir direito de atenção. Mas acontece que, de maneira incontornável e gerada por anos de atritos, choques e desmandos irracionais, eu havia firmado a decisão de não mais falar com a minha mãe. Não estabelecera um prazo para esse afastamento, mas estava com a paciência tão exacerbada que bem me parecia que o tempo ideal de um rompimento desse porte fosse para sempre. Passaram-se dois anos de belíssimo sossego, no final dos quais minha mãe havia demonstrado que enfim desistira, não me telefonando, não me mandando mensagens, não obrigando que algum de meus amigos_ ou mesmo alguém completamente desconhecido_ intercedesse para que eu quebrasse o que, para ela, era meu "coração de gelo". Todas as suas tentativas batiam contra minha mais sincera indiferença, mas ela havia insistido demasiadamente. Aproveitara de sua influência jurídica e mandara em caráter de urgência duas viaturas da vigilância sanitária até minha casa para acabar com focos de mosquito da dengue; passava horas no telefone com algum colega de serviço, chorando; mandava-me presentes através de entregadores a domicílio, que acompanhavam longos bilhetes misericordiosos que pareciam escritos por uma freira da idade média. Mas eu já estava além do vexame e dos mais refinados pudores: eu abria a casa para os agentes da vigilância para que investigassem a denúncia e servia-lhes misto-quente; interrompia o colega intercessor, dizendo, com a alma leve, que eu nada tinha a ver com o fato dele ter que dar atenção à minha mãe; e ficava com os presentes, jogando os bilhetes na cesta de lixo, pois devolvê-los era também uma forma de mostrar que me importava.

De maneiras que era óbvio que algum fato terrível me aguardava por detrás daquela bonança de liberdade em que, finalmente, eu fazia jus à realidade de ter mais que 30 anos e ser independente. A morte de minha avó me pegou em cheio. Aquelas frases concisas da mensagem insinuavam tantos estados de espírito, tantos arrependimentos e necessidade de consolo efetivo, que, no meio da perplexidade de ter que aceitar o encerramento da única entidade no meio das individualidades enfadonhas que compunham minha família, tinha que aceitar também a hipótese de que aquele tom calmo, superiormente digno que minha mãe impusera naquelas palavras mudavam minha concepção dela. Era como se, com a morte de minha avó, minha mãe enfim encontrara o seu remanso na existência, suavizara-se. Mas eu já estava longe de qualquer caminho de retorno, e por isso, desliguei o celular, não informei a ninguém o meu paradeiro, e procurei um refúgio. Um amigo que conhecera a minha avó ainda conseguiu me encontrar, antes que eu saísse, ao que informei-o da verdade: minha avó falecera.

Sempre tive imensa curiosidade por meus antepassados. O pai de meu pai era índio. Gostaria de saber de qual tribo, como ele se miscigenara, em que ele acreditava, como era a sua voz, como ele tratava as mulheres de sua vida, qual a verdadeira concepção que meu pai tinha dele. Conheço em excesso o que se pode conhecer da família por parte da minha mãe, mas nada, ou quase nada, das inúmeras derivações regressas de tios, avós, primos, que compôe as miríades de parentes do meu pai. A mãe de meu pai, que faleceu aos 95 anos, era descendente de espanhóis, tinha belos olhos azuis e traços tão finos e delicados que sempre me ajudavam a cogitar os fabulosos acidentes da sensibilidade que fizera com que, há 3 gerações, os conluios de casta aceitassem que um silvícula arrombasse suas rígidas crenças sociais pela porta da frente. Ela tinha o encantador nome de Dercídia, que nunca vi mais em nenhum lugar, e ele se chamava pura e simplesmente João. No funeral do meu avô, a lembrança de meus oito anos retêm a sala de sombras taciturnas no velho casebre em que sempre moraram, o caixão estendido numa mesa de centro, as velas tristes que eufemizavam a cena aludindo à certeza muito mais terrível de que nunca haveria um reencontro; um casal de pobres para quem a pobreza nunca assustara e nunca lhes representara nada. Entre tantos mistérios da ignorância que dominava os ocupantes daquelas esquecidas cidadezinhas do interior, o que mais me chama atenção é o do poder indefectível para que fizessem sempre as escolhas erradas, que acabariam, assim que dado o primeiro e inconspícuo passo em direção aos seus destinos encerrados, com o restante de suas vidas. Nunca existiram duas pessoas tão incomensuravelmente incompatíveis quanto meu pai e minha mãe. Eu sou fruto de uma coalizão errática e impossivel. Apenas às minhas custas prova-se o desastre de duas retas paralelas que nunca se encontrariam terem se tocado no infinito. A unica comunhão que aquela criança de oito anos tem com seu avô, por isso, foi a do medo, o banal e ridículo medo do morto, que minha mãe incutiu na minha cabeça à custa de me proteger da influência daquela pobreza acentuada que só ela via. Tantos recados e sinais perdidos, tantas fotos que meu olhar deixara de apreciar _ o casal jovem e belo pintado em tons de azul claro na moldura abaulada_ apenas porque era fresca a impressão da importância da experiência que eu representava entre dois universos avessos, e quanto antes trouxessem a mim para o lado certo, melhor seria.

Eu puxei em tudo a família do meu pai, o que serviu a dar ares de arte superior às condenações que minha mãe me infligiu por toda a vida pela minha preguiça, a minha falta de ambição, o meu descaso corporal, a minha propensão doentia à lentidão, ao meu olhar vagaroso, à minha índole do músico em substituição à selvageria ostensiva do comerciante. Mesmo me formar numa faculdade foi o resultado de muita determinação castradora por parte dela, porque o Velho Índio sem nome e desconhecido o qual o distante cadáver proibido representava me acenava a deixar tudo e me enfunar num desaparecimento filosófico em algum lugar suave e perigoso no caminho oposto daquilo tudo. 

E minha avó Mirtes, somente ela, oferecia o grau de semelhança que permitia que me identificasse como pertencente à família de minha mãe. Minha avó Mirtes era uma exilada, alguém que perdera tudo, fora reduzida à estaca zero, a um impossível recomeço. Ela era professora doutorada, naquele tempo em que as professoras eram respeitadíssimas, falava três idiomas, era o que se chamava uma mulher de casta, vinda de uma família patriarcalista composta de juízes, advogados e médicos. Depois de ter dado 5 filhos a meu avô, meu avô a trocara pela empregada doméstica da casa. Isso foi algo pior do que a morte para uma mulher carregada de princípios católicos, de preconceitos de classe. Qualquer outra mulher desmoronaria. Seu filho mais velho tinha 11 anos, os outros quatro mal a viam por estarem confinados nos célebres e europeizados internatos daquela época. Ela abandonou tudo, recusou-se à disputa judicial impossível, à menção de desforra violenta por parte de seu pai e seus irmãos, ao apego doentio baseado na lástima eterna a seus filhos. Chamara dois advogados da capital e, educadamente, sem alterar as feições, fizera meu avô assinar o divórcio. O divórcio, na década de 50! Deixou o cargo de professora/diretora que tinha na escola, e, com o pouco de  dinheiro que tinha, foi para os Estados Unidos. Escolheu esse país pelas razões óbvias de a América ser, naquela época, A América_ e por dominar o inglês. Passou fome durante um massacrante período, mas a vejo invergável em suas roupas distintas de professora, seus grandes óculos escuros, sua maquiagem impecável, seu arsenal de palavras bem pronunciadas, sua incapacidade para a lamentação. Enquanto penava por lá, a esposa substituta de seu ex-marido fazia a cabeça de seus 5 filhos a aceitarem a inversão de verem nela a madrasta má, que renegara e abandonara os filhos, a mulher sem sentimentos, a alienígena. Por todos os anos em que minha mãe a mencionara e eu apreendia a conversa alheia entre adultos com minha atenção curiosa, minha mãe a tratava como "a Mirtes", aquela mãe convertida em madrasta que era obrigação odiarem-na, um judas para a malhação. Das poucas vezes em que a Mirtes atravessara o continente com o único propósito de visitar aos 5 filhos, estes eram escondidos dela, a empregada usurpadora já tendo-lhes inflamado tanto ódio e terror que não sobrava nem a mais leve consideração humanista.

Eu fui, por muitos anos, seu primeiro e único neto, mas não a conhecia. Como seu nome era raramente falado, e o ódio fora suplantado pela indiferença, a impressão que eu tinha era que ela não era desse mundo, ela era uma espécie de fantasiazão exuberante para a qual esgotara-se todo tipo de piada e curiosidade. Ela era a Mirtes que fora para os Estados Unidos, alguém em franco estágio de esquecimento coletivo. Quando tinha dez anos, surpreendentemente, começaram a me chegar as cartas. Longas cartas em papel apergaminhado amarelo_ ou o amarelo se firmou para mim pelo efeito do tempo_, escritas em uma letra bonita e disciplinada, que mesmo naquela época já me parecia antiquada, e assinadas, ao final das caudalosas 5, 6 ou 10 páginas, com seu nome e sobrenome. Ela achara, finalmente, alguém a quem pudesse quebrar o silêncio, o seu neto miscigenado que, assim como ela, também partira de uma aventurosa estaca zero, também era um alienígena. Não sei por quais bases ela intuira a minha sensibilidade, mas vejo isso como uma prova cabal de sua inteligência superior. Ter sabido, sem um traço de dúvida (como via nas cartas), que eu representava um novo começo, o fim de todas as vagas de sofrimento e atraso do passado do qual ela fugira e o qual lhe era violentamento ofensivo, era de uma lucidez extrema, e tanto era mais certo isso porque ela me alertava que isso não era nenhum privilégio, eu sofreria horrores por ser incompatível tal como ela o era.

Essas cartas eram vistas como coisas inofensivas por minha mãe. Cartas singelas de uma avó ausente ao neto que nunca iria conhecer. Deveriam falar as trivialidades das cartas, os "oi como vai", "abraços com carinho". Mas eram cargas de desforra acentuadas para uma criança de minha idade. Talvez esses textos foram meu primeiro contato com a literatura séria, ou mais, com as verdades fundamentais do homem, as torpezas, as injustiças, a crueza das relações familiares, a farsa do amor constitucionalizado, os dogmas do povo antigo que só geravam ódio e hipocrisia. Eu reconhecia a grande confiança que minha avó depositava em mim ao me erigir o receptor daquelas confissões. A ausência, o tempo, a geografia, haviam me dado, em compensação ao amor da avózinha dos pães de queijo, o tesouro de uma avó maquiavélica, na mais genuína e vantajosa acepção do termo. Suas cartas, que eu ainda as conservei as principais, formam o único testamento genealógico que tenho da história da minha família_ mais, formam o único testamento da minha família inteira.

Ali estão os 5 benéficos anos em que ela trabalhou com Vladimir Horowitz, o "mais gentil dos homens", o tempo em que trabalhou para João Gilberto, o" mais desprezível dos homens", suas viagens pela Europa e Canadá, seus estudos de aperfeiçoamento universitário, o dia em que ganhou a cidadania norte-americana, nos mais de 35 anos que vivera nos EUA antes de retornar em definitivo para o Brasil, no começo dos anos 90, quando a conheci pessoalmente. Por isso o meu impacto diante a informação de sua morte, e minha decisão de que pouco representaria ir vê-la naquele momento. Duas semanas depois, o meu amigo ao qual mencionei a morte de minha avó me telefona, simulando ira. Por algum motivo de consulta jurídica ele telefonara para minha mãe, e, findo o diálogo, aproveitou para dirigir a ela os seus pêsames. "A morte de minha mãe?", minha mãe retrucara, surpresa, e logo lhe respondera: "mas a dona Mirtes não morreu, ela está viva. Quem lhe disse isso?". Eu fui dominado por uma onda de surrealismo e caí numa gargalhada convulsiva ao telefone. Meu amigo chorava de tanto rir. "Quer dizer então que você está este tempo todo acreditando que sua avó está morta! Puta que pariu!". O ùltimo estratagema da minha mãe.

Há duas semanas a Mirtes me ligou, aos 96 anos, perguntando se havia algum perigo de que uma das araras que lhe bicara o braço pudesse lhe transmitir raiva.

10 comentários:

  1. Mães são foda, né? A minha tem uma sistemática toda estruturada na chantagem emocional. Não dá certo, mas ela tenta que é um horror...

    Achei engraçada a história do avô índio porque índio, no Brasil, é tido por um animal e, pior, um animal preguiçoso, lerdo como o bicho mesmo. Não sou admirador da "cultura indígena", mas eles possuem uma forma de vida que não tem centro no universo produtivo, logo não gera ambições nem progresso e, por isso, suas obrigações são mínimas, não havendo porque correr com a coisa. Na hora de caçar, caçar; na hora de colher, colher; na hora de amar, amar; mas trabalhar no sentido ocidental? Pernas pro ar que ninguém é de ferro (paradodiando um poemeto célebre).

    Herdaste de tua avó a americanofilia, nota-se. Enquanto eu herdei de tua avó o horror a João Gilberto...

    Histórias familiares seriam todas umas odisséias, epopéias de jardim. Aquela coisa boba de "se queres ser unoiversal, fales de tua aldeia". É ainda menos: se queres ser universal, fales de tua mente. Isso começa em sua casa e nas relações familiares sempre marcadas por microdisputas, mesquinharias da espécie mínima, de briga por causa do deslocamento de uma mentagueira, e coisas assim. Isso vai percorendo caminhos entrópicos até desaguar nas mil teias caóticas do mundo, daí a universalidade.

    Então é: se queres sentido nas coisas, invente-os. A literatura parece ter essa pretensão boboca.

    Talvez arara não transmita raiva, mas tucano, certamente o faz. Dá raiva dele.

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    1. Essa coisa de escrever sobre o que se conhece e falar de si mesmo e dos seus é, realmente, o fundamento da literatura. Nesses dois anos e meio deste blog, há tantos textos intimistas aqui que eu acabo por esquecê-los por completo. Foi ótima coisa o conselho do Carlinus em usar esse recurso do blogspot em dirigir no final do post a posts passados. Esse texto aí faz um ano e pouco que escrevi e o reli ontem; me pareceu bom, e resolvi repostá-lo. Há uma infinidade de temas aí e que me saem com enorme e gratificante facilidade_ poderia seguir escrevendo páginas e páginas, sem me importar a mínima se seriam legíveis ou atraentes, mas que representariam força para mim. Isso é uma felicidade sem tamanho.

      Não tenho americanofilia. Minha avò reconhece bem os defeitos do país que a adotou pelas portas do fundo. Teve que penar muito lá. Cê precisava ouvir ela contando alguns detalhes de sua subordinação ao João Gilberto, coisas como retirar a bosta de suas cuecas e como uma certa esposa dele a tiranizava. Eu odeio esse sujeito não por sua relação pessoal com minha avó, mas porque, nos relatos dela, ele é o burguês medíocre e prepotente em todos os seus clichês. A música dele é uma verdadeira merda. Tentei ouvir aquele disco famoso, mas parei na segunda faixa, que fala de um barquinho ou coisa assim. Ou seja: os que mais atrapalharam a vida da minha avó nos EUA foram brasileiros, os brasileiros finórios que são os bobos da corte do império.


      Já o Horowitz, ele a tratava humanamente e com bastante carinho profissional (minha avó já tinha quase os seus 50 anos para que nossa mente perversa cogite outras coisas). Ele dava convites para concertos, e lhe deu um valioso vinil de capa vermelha autografado.

      Meu apreço pelos EUA vem da raiz do que disse Updike, de que o país nunca o incomodou em seu trabalho. É um país em que você pode optar plenamente por ser apolítico, de boa consciência. Ontem, por exemplo, os assassinos do radialista Valério Luiz (não sei se tal matéria é de seu conhecimento), foram postos em liberdade. Tem todas as provas que um dos ex-diretores do atlético goiano é o mandante do crime (um milionário daqui de quem não é bom citar o nome), com policiais militares como executantes (um deles matou com um tiro na nuca uma criança de 4 anos). Todos soltos. Bom...

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    2. Ah... sou profundo adepto do ócio. Puxei bastante a família de preguiçosos sultanescos de meu avô e do meu pai. Tentei comentar no post sobre ócio em seu blog, mas, continuam aqueles problemas fantasmais da coisa não dar certo.

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    3. Ainda que no Brasil os problemas relacionados à impunidade das classes dominantes seja maior (tem todo o processo histórico aí), há impunidade das classes dominantes no mundo inteiro. Exceções de praxe que só corroboram com a regra. Tem aquele filme italiano velho, "Um ciddão acima de qualquer suspeita" que trata dessa mecânica universal.

      Não sou muito chegado a essa literatura umbiguista. Ontem mesmo tava vendo um programinha na TV Brasil em que uma escritora (sei lá o nome dela) resolve citar um parágrafo de um livro do tal do Fante que, achando ela genial, é a pura expressão desse vínculo vida/obra que traz menos à literatura do que uma imaginação criativa é capaz de mistiurar os signos do mundo para fazê-lo falar como uma entidade com suas múltiplas vozes, feito um Dostoiévski. Por mais que ele tenha usado aspectos da vida dele e suas experiências na composição dos persinagens e tramas, bem, dê uma olhada na enorme biografia dele para ver o quanto ele acompanhava do mundo para pô-lo em seus livros e discutir suas glórias e misérias.

      Tenho problemas com o ócio. Mas ento me didicar a ele.

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  2. "Então é: se queres sentido nas coisas, invente-os."

    parece q o marcos vai falando o q lhe dá na telha.
    é uma chuva boa q dá na telha do marcos. é isso mesmo.

    -- --
    no mais, já comentei esse belo post, vou agora comentar o do vinho.

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    1. A gente pensa antes de escrever e msmo assim escreve merda; o negócio é não se arrepender, ainda mais que aqui é um blog e não uma página de livro, revista ou jornal. E eu não sou autor dos textos e dono do blog, só um comentarista. Por que não abusar? Se der merda, depois a gente administra. Ou não.

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    2. não sei se ficou claro, gostei bastante da tua divagação. e meu método é esse aí mesmo...

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    3. Ficou sim, eu é que não achei essa Brastemp toda não - a minha divagação, é claro.

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  3. (apenas digo q o reli inteiramente. a gente pega gosto pela Mirtes)

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    1. Ela é dessas velhas ranhetas mas fascinantes.

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