sexta-feira, 13 de março de 2015

Um imortal nas linhas de produção chinesas da Apple



Às vezes fico sem a mínima disposição para escrever no blog, como vem sendo desde minha última postagem. Isso não é nenhum indício de que eu queira parar, mas uma simples afasia. Tem suas vantagens, pois se eu me distancio do blog, toda a internet perde o interesse para mim. Fico dias sem acessar. Minha esposa me olha surpresa ao ver meu total descaso quanto a smartphone e a notebook. Eu fico livre. Na verdade, jamais gostei de internet, o que me atrai para isso é o enorme contato com literatura e com pessoas que amam livros. Vou escrever levianamente sobre o que vem acontecendo em minha vida nesses últimos dias, sem preocupação de ser coerente, sistemático, organizado, literário. Talvez assim quebre o bloqueio quanto ao blog e a coisa volte a me entusiasmar. Vou tentar falar de besteiras, das últimas agressões ao cartão de crédito na compra de novos livros, vida pessoal e leituras inusitadas. De alguma forma, todos esses itens se relacionam.

Primeiro: realizei um sonho antigo. Comprei de uma só vez os 5 volumes da biografia de Dostoiévski, o clássico escrito por Joseph Frank. Sempre namorei esses livros e sempre adiei comprá-los porque são absurdamente caros. Parcelei em dez vezes pela Livraria Cultura, e isso, por incrível que pareça, não foi motivado pela perdulariedade, mas um prêmio da poupança. Minha esposa é quem controla nossas finanças. Os cartões dos bancos ficam na posse dela, todo o dinheiro ela que saca e deposita e paga as contas. Eu passo meses sem tocar em dinheiro. Isso é maravilhoso. A Dani é extremamente econômica, mão-de-vaca mesmo. Costumo brincar com as visitas falando que a Dani é tão segura que ainda temos o potinho com o resto da primeira papinha da Júlia na geladeira. É um exagero, claro, mas reflete a realidade, pois constantemente me enfezo com ela por encontra sobras do jantar de três dias estocado na geladeira. "Dani, isso vai me matar ainda, quando eu chegar com fome e enfiar imprevidentemente uma garfada de talharim estragado na boca", digo, ao que ela me devolve perguntando por que eu não jogava o restos fora. Talvez porque fui contaminado por sua seguridade. Dessa forma, entretanto, viemos economizando e reduzindo substancialmente gastos desnecessários, de maneiras que sobra dinheiro para colocarmos na poupança. E como prêmio, ela deixou que eu comprasse esses livros. Há uma caixa constante para a compra de livros, que sabemos ser primeira necessidade aqui, mas Joseph Frank era um tabu, era quase uma joia. Mas vi que era a hora de lê-los depois que li um texto em que fala que David Foster Wallace se encantou sobremaneira com eles. Pois os livros chegaram e eu os manejei ainda não acreditando. A vida cheia de Dostoiévski; quero me entupir de Dostoiévski; Dostoiévski overdose; Dostoiévski nunca é demais.

A Júlia no final de semana passada apresentou um quadro de febre intermitente, sem nenhum outro sintoma acompanhante. Ela continuava com sua ultra-energia, pulando pela casa, dançando e cantando e dizendo "olha o que eu sei fazer, papai", mas com febre de 37,5 graus. Corremos com ela para a capital com temor que fosse dengue. Voltei ontem, e elas ficaram porque vão aproveitar para irem a um aniversário de um ano de uma prima da Júlia, no sábado. Fizemos uma bateria de exames e o pediatra, uma figura pynchoniana que chega ao consultório montado em uma moto hippie customizada, e trata com brutalidade emudecedora os pais mas com uma doçura fora do comum as crianças (e tem o consultório lotado), apontou para a Júlia que ensaiava passos de balé em sua sala e perguntou: "essa menina aí que vocês acham que está com dengue?" Constatou-se que era uma virose passageira, e eu quase suspeito que foi um golpe planejado da Júlia e da Dani para irem ao aniversário. Não há aflição maior do que a que eu sinto quando alguma coisa acontece com a Júlia, as peculiaridades da infância. Estou lendo Amor sem fim, do Ian McEwan, e lá se diz que o amor familiar costuma ser tão intenso que a evolução impõe fases de esquecimento quanto às pessoas queridas para que se possa seguir em frente e batalhar pela sobrevivência. É verdadeira aquela frase clichê de que quem nos faz sofrer são as pessoas que amamos.

A Dani está grávida. Acho que já posso contar. O certo seria depois de três meses, e ela está com dois meses. Mas acho que já posso contar. Ela engravidou há alguns meses, foi uma plenitude quando pegamos o exame e o lemos em uma praça, mas logo após veio um aborto espontâneo. Mas agora, a taxa hormonal está ótima, e os primeiros exames permitem tranquilidade. Foram dois meses de namoro intenso e com atmosfera proibitiva nonsense. Parecia que nós estávamos burlando leis domésticas rígidas e tínhamos voltado aos primeiros tempos do namoro. Tudo porque a Júlia poderia acordar e interromper a coisa. O plano era eu acordar primeiro, tomar banho, acordar a Dani e, enquanto ela tomava banho, eu colocava um colchão na biblioteca. Tudo na ponta dos pés. Eu anunciava solenemente esses eventos na mesa de jantar, dizendo com total trivialidade: "que tal se amanhã acordássemos às seis para darmos um tapa na boneca?" "Não sei Dani, mas suponho que devemos marcar a peia para esse começo de semana." Eu fazia minha versão de sotaque pomposo de lord inglês, imitando o Terry Jones. A Dani se fartava de rir. Lembrei a ela de quando ela estava grávida da Júlia e nós passamos um mês no apartamento da minha mãe. Minha mãe nos martiriza com sua compulsão por nos oferecer coisas de comer o dia inteiro. Tenho certeza que ela faz isso por puro prazer da tortura. Se eu já almocei diante ela, ela viu que eu almocei bem, ela ainda assim depois que eu deposito o prato na pia me diz: "mas só? Não comeu nada. Coma mais." Daí que uma noite em que estávamos na cama, provando a teoria de que as mulheres grávidas ficam com uma libido acentuada, eu imaginei em voz alta minha mãe abrindo a porta imprevistamente durante o teste da teoria, às duas da madrugada, para dizer: "Dani, por que você não come um Danette? Quer que eu traga um iogurte grego da cozinha para você?" E a Dani sofregamente respondendo: "Agora não, Telma. Já estou cheia, obrigada." E minha mãe, parada na soleira da porta, continuando: "Se eu fosse você eu tomava um Danone agora. Parece que você não jantou quase nada." Ao que a Dani respondia: "Não, Telma, obrigada. Talvez quando terminar aqui eu beba um copo de água."

Ah, antes que eu me esqueça: o seu Gercino, meu sogro falecido há um ano, apareceu na pupila da minha sobrinha de cinco meses. A Dani veio me dizer isso quando eu estava no escritório escrevendo. Não tive paciência em um primeiro momento, mas depois cedi à curiosidade dela por minha opinião e vi a foto que a irmã lhe mandara. Que todo mundo dizia ver o fantasma do seu Gercino pela casa era algo corriqueiro, mas agora essa manifestação física captada pela eletrônica já era demais. Eu vi a foto. Foi tirada pelo pai da Ester, que focou o olho da filha para ver que cor era, e pimba, lá estava o pimpolho do seu Gercino fazendo seu truquezinho aprendido com esmero no outro lado. "Pareidolia", minha voz doutoral de homem sério que não tinha tempo para tais besteiras disse. "Quer ver, vou tirar fotos de seu olho e vai aparecer alguma forma imaginária também." Com o celular, tirei umas dez fotos do olho verde da Dani, e quando fomos ver não apareceu ninguém, só um insofismável olho verde. Tirei mais cinco fotos com a Dani de frente à janela, para que a incidência de mais luz promovesse o fenômeno, mas de novo, só o olho. Voltei a olhar a foto com mais seriedade, e disse: "Mas aqui o seu Gercino aparece de chapéu, e ele nunca usou chapéu. E por que diabos alguém vai adquirir novos hábitos depois de morto?" Ao que a Dani disse: "Sei lá, isso é um chapéu? Não tinha reparado, parece ser mesmo um chapéu. Vai ver a a luz ambiente lá é mais forte e incomoda." Meu cunhado mandou outra foto, uma ampliação por um programa de computador com boa definição da mesma foto. Dava para ver agora o rosto de mais perto. Via-se o bigode preto e a barba branca, tais quais tinha seu Gercino. A ampliação retirara o chapéu e seu ar de gângster, e mostrava um amoroso sorriso diante a neta que quando ele estava vivo não conhecera. Eu olhei para a Dani e disse: "Isso aqui está parecendo o conto 'Cartas de mamãe', do Cortázar, só falta você dizer 'Você não achou que ele está muito mais magro?'"

Indo direto ao assunto: sendo verdade ou não, isso me fez comprar 4 livros sobre vida após a morte e lê-los um a um. Não que isso chegara a me preocupar ou balançar meu agnosticismo bem resolvido, ou aumentara ou diminuíra meu medo da morte. Não tenho medo da morte e raras as vezes penso nela. O que acho que me levou a ler tal literatura foi minha propensão a achar ridícula a pretensão de nossa infância do pensamento. Minha concepção secreta da existência é que existe uma continuidade após a morte, o que como funciona ou o que acontece são mistérios insolúveis para mim. O mais próximo que minha imaginação chega é que tudo é uma transformação termodinâmica para que se mantenha o fluxo de energia. Talvez a consciência não exista propriamente como a temos nessa vida, e o que resta dela se densifica em outra matéria. Talvez não precise de deus para isso, apenas uma versão básica inevitável da condensação. Tenho sido possuído por uma convicção descansada esses últimos anos de que somos parte do universo, assim como tudo aquilo que nos assusta: temos o mesmo direito de pertencimento no universo que as tempestades e os buracos negros, e somos tão seguramente arregimentados pela força quanto qualquer fenômeno extraordinário que nos pareça distante ou fantástico demais. Isso faz com que o romantismo bombástico das sinfonias chorosas da filosofia perca consistência. Se somos parte da ciência, e não vítimas de sua oposição niilista, qual propósito tem caras como Sartre e todos aqueles que confeccionaram teorias pesadíssimas sobre a grande noite profunda de nossa solidão cósmica? Seja o que for em que nos transformamos após a morte, se um fogo-fátuo do qual se descarrega todas as lembranças, a única certeza é que não estamos sozinhos, e estamos impossibilitados por uma mera questão de reaproveitamento contínuo de um espaço definido em sermos atirados ao nada. O nada não existe.

Agora tais livros falam de algo mais, de algo realmente incrível. Falam de uma ordem matemática com departamentos e burocracia própria. Tá bom, tá bom. Não são livros quaisquer, ou ao menos um deles não é qualquer livro. O mais importante deles se chama 20 casos sugestivos de reencarnação, de autoria de Ian Stevenson. É um autor extremante conceituado e respeitado. O próprio Carl Sagan disse que esse livro deveria ser lido. Pesquisem sobre ele. É um clássico e uma excelente leitura. O cara escreve muito bem. O mais baixo dos livros é um do tal Brian Weiss, uma espécie de Paulo Coelho da reencarnação. Um livrinho de cento e poucas páginas que comprei novo por nove reais, Muitas vidas, muitos mestres. Merece cada um dos atributos de suspeição que inspira. É escrito com leveza programada e no final se sai com a impressão de que se trata de uma enorme besteira. O autor mostra uma tendência à egolatria, e, ao contrário de Stevenson, não apresenta os mínimos dados ou a comprovação de seus dados científicos. Mas, de novo entra o Foster Wallace, que gostava e lavava a sério a literatura de auto-ajuda. Foi o primeiro livro que transita por essa seara que li. É tão irrisório que, dessas encruzilhadas da vida, gostei do livro. Pesquisei sobre Weiss, vi entrevistas e palestras dele pela net, vi que tem um culto às avessas para desmascará-lo. Um outro livro merece atenção pelos tantos enigmas que evoca: O experimeno Scole_ evidências científicas de vida após a morte. Não vou dizer nada sobre ele. É algo que deveria ser noticiado, nem que fosse por essa linha de programas do Globo Reporter ou Fantástico da minha infância que falava sobre fenômenos paranormais e me assustavam. O mínimo que pode suscitar, parafraseando Borges, é uma boa literatura fantástica. O outro é um livro que tem seu valor e sua seriedade: Evidências da vida após a morte, de Jeffrey Long e Paul Perry. O engraçado é que mesmo o clássico do Stevenson é publicado por uma editora cujo símbolo é um unicórnio, o que não serve para angariar o aspecto requerido de campo novo da ciência que o autor pretende.

O básico de minhas reflexões sobre tais livros (e em especial o de Stevenson) é o seguinte: se for verdade, se somos imortais, se a ciência conseguisse provar isso, o que aconteceria? Passei dias cogitando situações. O mundo melhoraria, ou, emulando o pensamento excessivamente darwinista do narrador do livro de MacEwan, a ausência de certezas transcendentes é uma necessidade para nossa sobrevivência biológica e como espécie? Alguém em uma vida infeliz, um neo-escravo por exemplo, diante a constatação certa de que possui uma alma impossível de morrer, se contentaria com as imposições dessa sua situação passageira na Terra? Um imortal se submeteria às linhas de produção massacrantes das fábricas chinesas da Apple? Não prendo mesmo ser o Conan Doyle dos escritores brasileiros caso eu lance um livro meu no prelo, e não digo que acredito nessas coisas. Mas também, estejam certos, eu jamais digo que não acredito. Como costumo repetir aqui a frase de um personagem que foi a vida toda ateu, em um romance de Saul Bellow, em um momento de insight de abalo às suas certezas de ateu: "Nada é absurdo o suficiente para existir, então, talvez, Deus exista." Essa é uma das frases mais revolucionárias da minha vida e um resumo da obra de Bellow, que acreditava na sobrevivência do espírito. Analisando friamente, a possibilidade das coisas levantadas pelo livro de Stevenson é mais absurda do que, vamos dizer, o bóson de Higgs, ou a teoria das cordas, ou os buracos de minhoca pelo universo, ou a preocupação de parte da imprensa científica de que os enormes aceleradores de partículas que por si mesmos já são o fantástico em um cotidiano mesmerizado de carros engarrafados nas grandes cidades possam destruir a galáxia com a produção de um buraco negro? Por que falarmos de uma sistemática da sobrevivência da consciência fora da matéria é coisa de ridículos e doidivanas, mas termos a certeza empírica de que no interior de um átomo exista energia suficiente para destruir o mundo é algo sério e indubitável. Apenas porque a segunda hipótese, antes absurda, já foi comprovada e a primeira não? Por isso, por esse preconceito e essa falta de ginga em abordar esse assunto de frente, muitas pessoas circunvagueiam o tema para conservarem seus respeitos sociais. No final de O homem sem qualidades, Musil começa a falar de Swedenborg, místico que Borges tinha uma verdadeira fixação também disfarçada de interesse pelo exótico. Bellow é cheio de percepções desse mesmo calibre, e seus personagens preferem os textos religiosos e esotéricos. Nooteboom fala em seu magnífico Dia de finados sobre uma experiência de quase morte, uma cena belíssima que se conclui com o personagem pensando mas deixa para lá, não é seguro falar sobre essas coisas no mundo de hoje. E assim vai, não vou amolar com mais exemplos.

O que quero dizer é que, analisando bem, não encontrei religiões que tratem com seriedade a possibilidade da vida após a morte. No meu entendimento, estranhamente, tirando o hinduísmo, o budismo e o judaísmo antigo, todas as outras religiões são essencialmente niilistas, e mesmo essas usam a sobrevivência do espírito com o referencial de devoção a uma causa política ou a um organograma social. O cristianismo talvez seja a mais niilista das religiões, pois nenhuma de suas vertentes oferece outra coisa que o sono profundo depois da morte, o sono em que Jesus voltará no dia do advento para retirar os escolhidos. Ou seja, isso não passa da mais pérfida e plástica versão do niilismo da morte eterna. O que me faz entender ainda melhor quando Nietzsche falava sobre a religião de rebanhos, a religião de escravos, cuja piedade é um cabresto amarrado no fiel em função de que ele cumpra seu papel na ordem estabelecida e nunca se revolte. Não existe, até hoje, uma religião profunda, libertária, verdadeira, mística, transformadora, carregada de amor sincero. Todas as religiões são consequências históricas, são aparatos para a preservação da estrutura banal do mundo o qual elas simulam mentirosamente repudiarem em seus cernes. Todas as religiões são ardilosidades criadas pelos inimigos do conhecimento e das revelações que uma religião utópica impossível promete vir oferecer. Por isso essa insolvência entre ciência e religião, pois a ciência, em um momento fundador pretérito, se firmou como opositor à instituição criminosa e assassina das religiões, com seus papismos e luteranismos de múltiplos atrasos. De forma que os homens livres que outrora faziam o frescor da ciência promulgaram o repúdio a toda forma de religião, o que impossibilitou ainda mais que a verdadeira religião pudesse algum dia vir à Terra.

36 comentários:

  1. Parabéns e cuide bem da Dani. Adorei ter filhos. Gostaria de ter DEZOITO.

    ResponderExcluir
  2. Aeeeee. Parabéns ao dois! Desejando desde já tudo de bom nesses próximos meses.
    Creio que todos nós rimos, brother. TAPA NA BONECA E PEIA? Assim não, tchê hueuehe
    Toda mae transmite um suave temor de interrupção sexual aos filhos; talvez essa vontade de entrar no quarto do filho que está com a namorada - dando aquelas duas batidinhas leves e ligeiras, perceptíveis sempre tarde demais - seja uma espécie de secreta vingança feminina eclipsando por um asfixiante instante seu lado materno há muito quase perene. Sim, pois ela deve ter enfrentado um terror similar de um pai ou mãe intrometidos, que por suas vezes...

    Eu acredito em tudo que Charlles escreve sobre sua vida, deixo a suspensão fora daqui e MR. GERCINO REMAINS e paro por aqui pois pretendo dormir.


    Sobre Cristianismo e Niilismo (visão de um monge Ortodoxo Russo):

    Mas isso é um mero artifício literário para chamar o nada e a pobreza do Cristão de "Niilismo"; na verdade eles estão em plenitude, abundância e alegria além da imaginação. E somente alguém cheio de tanta ambudância que pode enfrentar diretamente o Abismo para o qual o Niilismo conduziu os homens. Aquele que nega de forma mais extrema, o mais desiludido dos homens, só pode existir se dispensar pelo menos uma dessa analise destrutiva que possui. Esta é, de fato, a raiz psicológica da "nova era" a qual através dela o niilista deve colocar toda a sua esperança; aquele que não pode crer em Cristo deve, e irá, acreditar no Anticristo.

    Niilismo: A Raiz da Revolução da Idade Moderna (Seraphim Rose)

    http://wearetime.blogspot.de/2013/08/cristao-um-niilista-dos-valores-modernos.html


    E aqui Papa Emérito Bento XVI e sua enciiclica Spe Salvi
    http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/encyclicals/documents/hf_ben-xvi_enc_20071130_spe-salvi.html


    Essa Verdadeira Religião que esperas parece um gnosticismo esotérico caminho-do-meio, Charlie.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. hahaha. Obrigado, Matheus.

      O post não comporta tamanha seriedade, mas é necessário uma religião que realmente reafirme o homem como filho de Deus. Nenhuma delas leva às últimas consequências, nem sequer às primeiras, tal possibilidade. Limitam a ser tão somente troca de chantagens ao ser supremo. A promessa de 70 virgens ou o julgamento em um Livro dos Dias não me parece nada mais do que uma ridícula gozação.

      Excluir
    2. a verdadeira religião é essa q me traz de volta aqui, às letras ora atualizadas (até ontem repetidas, mas sempre revisitadas) de um cara q jamais vi, talvez só na pupila de uma criança qq (nunca qq criança). essa religião é óbvia demais até para passar desapercebida por um MATHEUS DA VIDA, q tbm procede à mesma peregrinação, e volta cá na nossa meca improvisada, fingindo APENAS humor, qdo é tbm humor - junto, amor.
      é sexta-feira, a verdade não pode deixar de ser dita (como se eu a conhecesse). é treze - um bom nome para uma editora para sua gama de livros esotéricos, charlles (não).
      [e eu quase me esqueço de te felicitar pela boa-nova. que seja, como a julia, muito mais q uma desculpa para um aniversário; uma bênção]

      Excluir
    3. Obrigado, arbo. Já que me lancei a contar, se for menino se chamará Eric (em homenagem ao Hobsbawn, a seu brilhantismo intelectual e à força de sua escrita); se for outra menininha, há aqui uma briga feroz: eu quero o nome Laura, a Júlia que Cecília, e a Dani quer Alice. Meu critério de escolha é que eu acho que não há nomes realmente bonitos, e por isso o nome mais conciso e com pendor neutro é o mais apropriado. Eu escolhi o nome da Júlia, que soa forte e direto, e acho o mesmo de Laura e Eric. Sem esses adornos de dois Ls e Ch.

      Excluir
    4. qdo conheci a Bi, naquele arrebatamento de paixão qdo já sem fala em filhos quase antes do primeiro beijo, falávamos em Giulia - hj falamos em (!) Cecília, e a nossa querida sobrinha (a quem mimamos de quinze em quinze dias; na verdade ela nos mima) chama-se Laura (a Laurinha/Laurita). Alice tbm já foi cogitado, aprovo todos os nomes.

      Excluir
    5. Eu sou igual o Milton, quantos mais filhos melhor. Eu passei milimetricamente por todos os clichês da versão que diz sobre o arrebatamento de se ter um filho.

      Uma criança é pura demais, é a coisa mais bela. O portão daqui de casa é muito pesado, e uma vez fui abri-lo para tirar o carro, estava garoando, e fiz tanta força que o portão me levou junto, me arrastando pelo chão. Minha mão segurando a maçaneta do portão enquanto eu era levado deitado. Claro que numa hora dessas todo mundo viu, minha irmã, minha mãe, a Dani, e todos caíram na gargalhada. Eu estava deitado ainda no chão, rindo também, e a Júlia saiu do meio da turma e veio me perguntar, toda séria: "Você se machucou, papai?" E toda vez que vou abrir o portão ela grita lá do quarto: "Não vai cair, hein. Tome cuidado."

      Eu fiquei dois dias sem as ver, e voltei à capital, onde elas estão. A Júlia me deu um abraço e um beijo, daqueles de derreter o coração, e me disse: "Estou tão mais feliz agora, que você veio." Essas coisas fazem a gente viver mais. Tenho mais dez anos de crédito cada vez que ela faz isso, e amo tudo.

      Excluir
    6. São as "toneladas de luz" que se refere o poeta.

      Excluir
  3. Respostas
    1. Acho lindo. Mas tem um gravíssimo problema. A mãe da Dani tem dois belos nomes: Maria Luiza. Também gosto muito de Luiza. Levei tal possibilidade para a Dani mas ela, com os pés fincados nas importâncias do mundo como é, disse que a minha mãe ficaria uma arara de ciúmes. Pensamos por um momento em Telma Luiza, que balancearia os lados das duas avós, mas todo mundo acabaria por chamá-la de Telma. "Onde está a Telminha?" Daí é compreensível que esses nomes estão descartados.

      Excluir
    2. Sem contar a piada pronta da referência ao road film Thelma and Louise.

      Excluir
    3. Hahaha. Não tinha pensado nisso.

      Excluir
  4. Eric vai se materializar! Parabéns, Charlles! Ter filhos deve ser uma experiência realmente de outra ordem. Acho maravilhoso. Possivelmente o que de mais sublime podemos vivenciar nesta breve jornada. Ora, quem precisa de religião? [risos] Eu não os tenho (filhos), nem os vejo num horizonte mais imediato aqui... Costumo dizer, meio brincando, mas é a pura verdade, que sou muito irresponsável para ter filhos (o que me torna, paradoxalmente, um cara responsável, não? admitir que não seria correto fazer algo que eu não teria o nível de responsabilidade necessário para cuidar?). E também a questão do dinheiro: detesto a obrigação compulsória de ganhar dinheiro num base regular, mensal, em grandes somas. E filhos exigem dinheiro, não? Mas sei lá. As coisas vêm mudando um pouco aqui... Parece que estamos numa fase mais "estável" da vida. Apartamento, bastante trabalho e tudo mais. Nat passou a dar aulas na faculdade e está ganhando uma quantidade de dinheiro que eu acho até desnecessário que uma pessoa só ganhe (parece que é porque ela tem doutorado e pós-doutorado e todos os pós que vêm depois destes). Mas isso, por outro lado, propicia outras coisas... Opa, me desculpem, pensando no teclado aqui.

    Mas o que eu queria mesmo dizer é que algumas das suas reflexões acima, Charlles, me lembraram aquelas daquele livrinho de pensamentos do Pascal, principalmente as que meu avô sublinhou com caneta vermelha em sua edição de bolso da Ediouro toda desmantelada, acho que de tanto ele manusear (essa edição: http://4.bp.blogspot.com/-CNQynSogwn8/UMUQyBhW6CI/AAAAAAAAKc4/imBkQoFLfUQ/s1600/pascal+ediouro.jpg). Ele costumava usar lápis, mas neste volume ele usou caneta vermelha. Desconfio que esse livro o sobressaltou bastante, aquela história dos silêncios eternos e dos espaços infinitos.

    E sobre os nomes, também tenho essa tendência a achar os mais simples os mais bonitos. Júlia é lindo, e tem a música dos Beatles. Acho que só não é mais bonito do que Natalia! Laura tem um ótimo filme noir, e a mulher mais bonita de todos os tempos era quase Laura: Lauren Bacall. Uma prima minha deu à sua filha um nome que às vezes acho bonito, às vezes acho meio... açucarado demais? Líris. (Chance de ela ler isso aqui: 0%) E gosto também da esquisitice de alguns nomes franceses: Charlote, Mathilda, Marjorie, Josephine... Acho divertidíssimo as mães francesas chamando suas filhinhas nos parques, no verão, enquanto elas correm pela grama, com aquelas vozes meio masculinas que têm as mulheres francesas: "Charlote, ma petite mouche!" Elas chamam os filhos de pequena mosquinha, pequena ervilhinha, etc.

    Matheus: acho que são três, as batidinhas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A história do Eric é complexa, um dia conto.

      Eu também demorei ter filho justamente pelo mesmo temor de uma inerente irresponsabilidade. Acho que já falei aqui. Tenho a índole incorrigível de um cara despreocupado, e todo mundo não botava a mínima fé, inclusive eu. Mas, modéstia à parte, eu sou um ótimo pai. Quando a Júlia nasceu e estava na idade suficiente para banhos de sol, eu todos os dias ficava duas horas com ela no colo, sentado na praça. Isso me rendeu, sem que eu esperasse, um assombro de admiração em uma cidade machista. Minha imagem sombria se perdeu em definitivo e virei queridinho de avós e da população do comércio que ia para as portas dos estabelecimentos ver aquele absurdo de delicadeza de um pai zelando por seu bebê. E não tem um dia de tédio quando se tem criança em casa.

      A vantagem é que filhos na maturidade envolve a etapa da vida em que os pais já conseguiram certo equilíbrio financeiro. A infância deles é mais tranquila. E não são caros não, isso é preconceito. A gente deixa de gastar com besteiras, mas se vive bem, principalmente pela leveza espiritual. O que era visto como grandes problemas passa-se a considerar sua real estatura insignificante.

      Pascal, Kierkegaard, Beckett, Kafka, Nietsche... esses caras todos, em minha leitura, são nostálgicos da verdadeira religião, são os verdadeiros crentes. Só uma percepção muito superficial aceita que eles não acreditavam em nada.

      Excluir
    2. Charlles, provavelmente você tem razão em tudo isso. Já foram mais longe e me chamaram de egoísta, e acho que tinham um pouco de razão também (temperada com um pouquinho de maldade). Mas algumas de minhas preocupações são legítimas. Mas é uma matemática incerta, que vez ou outra se impõe para ser recalculada por aqui. De todo modo, nunca afirmei nada como definitivo. Até pouco tempo atrás, eu e a Nat não sabíamos nem onde estaríamos no ano seguinte. Vai saber o que o futuro nos reserva. Gosto dessa imprevisibilidade. Como dizia o Leminski, nada que não seja hoje jamais houve.

      Excluir
  5. Grande Charlles! Meus parabéns! Ficarei na torcida para que seja uma menina! Estou tendo a imensa alegria e felicidade (e responsabilidade) de ser pai de duas meninas,uma com quase 13 e outra com quase 5, e os dias têm sido muito, muito mais ricos e divertidos. Quanto à grana, quando a família é maior, realmente ela teima em não permanecer no bolso (não dá nem pra comprar calça de 300 reais hahahahha, já que a mensalidade da escola é alta), mas quem em pleno século 21 ainda se apega à grana? Eu não...

    ResponderExcluir
  6. Parabéns também pela aquisição da engenhosa biografia do mestre russo. Adquiri os meus exemplares faz dois anos e ainda falta concluir a leitura dos dois últimos volumes. Tarefa hercúlea mas prazerosa. A vida de Dostoiévski é tão magistral que foram merecidos os 5 volumes, embora pense que em determinados momentos o autor da biografia se perdeu na curva do rio da prolixidade.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ricardo, obrigado. Tem coisas realmente muito, mas muuuuito mais importantes e melhores que a grana.

      Estou com algumas leituras para concluir, e depois vou me lançar nesses livros.

      Excluir
  7. Parabens Charlles! Minha filha tem dois meses e o rapazinho vai completar 2 anos esse mês. Quanto a grana, aprendemos a gastar com mais sabedoria. Eu finalmente elaborei um sistema de regras para ler mais que comprar livros, em suma, dar uma baixa em minha ótima pilha, e comprar só quando quiser muuuito ler. E também a desperdiçar menos tempo. O segundo filho é mais fácil de criar que o primeiro, tou achando.

    "So much universe, and so little time". Frase de Terry Pratchet, que morreu essa semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Paulo.

      Cada um tem sua forma da felicidade. Muitos não querem ter crianças, com todo direito. A Júlia, como eu já disse, não foi programada. Fiquei temeroso quando a Dani me disse que estava grávida dela. Eu não pensava na paternidade, senão com certo romantismo cosmético distante. E a paternidade veio para dar sentido à minha vida, sentido pleno. O segundo filho é uma segunda benção, um segundo motivo para a felicidade.

      Excluir
  8. Essa biografia do Dostoiévski de fato tem um preço bem elevado, e francamente não consigo entender isso pois os volumes não me parecem ser luxuosos, tudo bem que deve ser uma tiragem pequena, os sete volumes da "história da inteligência brasileira " do Wilson Martins também custa muito caro e são livros que eu acalento comprar a alguns anos, e parecem que ambas as edições são editadas por uma editora universitária.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Minha suposição é que estes livros de editoras universitárias são caros pelo alto custo de produção, e por não terem os mesmos aparatos de distribuição e divulgação que as grandes editoras. Tenho alguns aqui, como, por exemplo, o Alfabetos, do Claudio Magris. A gente vê que são tradutores que não fazem parte do mainstream, assim como todo o elenco da editoração. Há um cuidado especial nesses livros, em compensação, uma paixão que indica que se ele foi traduzido e lançado com tanto afinco é porque tem aí dedicações pessoais. Não sei até que ponto eu estaria sendo justo reclamando do preço.

      Excluir
    2. Resumindo: não é má-intenção da editora.

      Excluir
  9. Charlles, me tira uma pequena dúvida que foge totalmente ao tópico da postagem, o livro "imitador de vozes" do Thomas Bernhard vale a pena comprar ou é uma obra menor(eu já comprei o "extinção", "os prêmios e "origem")?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Depois que eu li Extinção e Origem passei a achar tudo do Bernhard essencial. Gostei muito de O imitador de vozes, que eu li em uma tarde.

      Excluir
    2. Pedido feito então, agora torcer pra relançarem os outros títulos dele, todos os outros livros que estão fora de catálogo estão custando em média 100 reais na estante virtual, e tem livro lançado no começo dos anos 90 que nunca foi reeditado.

      Excluir
  10. Charlles, lembrei de ti. Acho que você pode se interessar nesse tipo de publicação e por sua paixão pela literatura americana.

    http://www.kickante.com.br/campanhas/guia-politicamente-incorreto-da-literatura

    ResponderExcluir
  11. Ramiro Conceição20 de março de 2015 09:58

    Charlles, a você e à sua mulher - boas gravidezes!

    ResponderExcluir
  12. Recebi esse e-mail hoje, de um leitor do blog que prefere não comentar:

    "Prezado Charlles,





    Pensei muito lendo seu penúltimo artigo do Blog.



    Inicialmente quero congratulá-lo pela gravidez de sua mulher e também pelas melhoras da pequena Julia. Crianças são sempre maravilhosas, exceto talvez em algumas circunstâncias, como passeios em Shoppings.



    Embora ainda não seja pai, já fui auxiliar de educação e sempre gostei da vitalidade e presença desafiadora das crianças. Sempre que pude procurei conviver bastante com as de minha família e o sentimento sempre foi de felicidade e plenitude. Minha mulher é professora e “crianças” sempre é um tema constante em nossas conversas que versam sobre seu comportamento e como educá-los e prepará-los para enfrentar as exigências complexas de nosso mundo.



    Também não sou fã de internet, não. Meus assuntos prediletos na rede estão ligados a Literatura, um pouco ao cinema, a leitura esporádica de notícias e hoje, bem menos ao cinema, cada vez mais desinteressante para mim, assim como o futebol. Não me interesso a redes sociais também, o mais próximo que cheguei disso é uma conta no Skype.



    Assim como você não resisto a livrarias, sebos e quaisquer outros lugares onde existam livros. Compartilho ainda de seu enorme entusiasmo por Dostoievski. Ele foi e é influência marcante na minha vida bem como Nietzsche, que admiro hoje mais como artista da palavra que como pensador, malgrado sua sombra (sombra de nuvens carregadas e não de árvores à beira de estradas) permaneça aqui e ali. Dostoievski, contudo, permaneceu firme em meu coração, por meio de suas personagens e ideias, mormente a busca espiritual por Deus, que ele próprio disse tê-lo atormentado a vida toda. Sua influência temática quase sempre foram diretrizes nas minhas leituras subsequentes.

    (continua)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sua citação de Bellow deixou-me extasiado, maravilhado. Não a conhecia. E ela é um dos motes deste e-mail longo.



      Li e reli seu texto. Aprendi muito com ele. A respeito de religião, acho que há uma gama enorme de variáveis a serem consideradas para se definir a possibilidade de uma religião verdadeira, lembrando sempre do subjetivismo inerente ao adjetivo “verdadadeira”. Se a religião verdadeira está ligada ao Amor, penso que devemos levar em conta os versos de Auden: “Se os afetos não podem ser iguais / Então que seja eu quem ama mais”. Quiçá o poeta quis se referir aos afetos pessoais principalmente, os do cotidiano, mas qual a razão para não interpretá-lo de forma a estender esses afetos a Deus, se partirmos do pressuposto que em nosso conhecimento ou desconhecimento Dele, pensamos que Ele nos ama menos?



      A ideia de Auden, sucinta e posta em versos concisos e belos, não é original, mas absolutamente digna de observação, pois sua conclusão pode ter efeitos práticos benéficos se bem aplicada, aumentando a tolerância e procurando na alteridade reduzir o egoísmo humano e, por conseguinte, a aflição diante do sofrimento e da opressão que nos rodeia. Talvez essa seja uma maneira de se rebelar contra eles. Óbvio que tal rebeldia é muito exigente e complexa. Neste ponto concordo apenas parcialmente com Nietzsche quando ele diz que o único cristão morreu na cruz, pois sua presença, sua ideia persiste mesmo diante do abandono e do sofrimento aparentemente gratuitos.



      Na mesma seara, só que agora sobre a questão da imortalidade, acho que embora legítimo seja um tanto quanto precipitado e mesmo presunçoso, valermo-nos de um intervalo, a saber, o nosso tempo de existência neste planeta, para compreendermos uma sucessão, talvez infinita, de intervalos que antecedem as nossas vidas para cogitarmos e avaliarmos os ulteriores a elas, inclusive sobre se elas há alguma finitude ou não.



      Diante disso, sem prejuízo de se afastarmos da recompensa ou da danação da eternidade, novamente os versos do poeta ecoam fundo como uma forma de resistir ao nosso egoísmo e sofrimentos de uma maneira digna, embora árdua e exigente. Penso que todos os esforços práticos, e a maioria dos intelectuais e místicos, são válidos e consistem sim numa espécie de rebeldia.



      Finalmente, devo agradecê-lo pelo seu Blog, pois seus textos são cativantes e me fazem pensar e sentir muitas coisas, sobre as quais não tenho com quem conversar, além é claro de rir contigo, com sua forma peculiar e inteligente de ver e viver a vida.



      Se minhas interpretações e reflexões não são as melhores não se preocupe, nem as leve em grande conta. Lembra-me uma citação de Lichtenberg: “Um livro é como um espelho: quando é um asno que se olha nele, não pode ver refletido nenhum apóstolo”.



      Caro Charlles, tenha um excelente final de semana e novamente: parabéns a vocês! Por meio de sua educação, inteligência, sensibilidade e conhecimento, são mais duas possibilidades humanas que poderão acrescentar muito mais para compreensão da Vida, não apenas a sua e também de nossas vidas e de outras que vierem. Há tantas possibilidades...



      Abraços,

      Marcos F. Messias"

      Excluir
  13. que bom, ou melhor, seria se o Messias escrevesse aqui mesmo, na pedra filosofal de charlles campos ;)
    essa frase do Auden, recebo-a com gratidão no meio do meu aniversario, q é hoje! (sim, mande-me um abraço! hahaha!)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olha só! Parabéns, meu caro! Muita saúde e felicidade.

      Acho que esta é a segunda ou terceira vez que te dou parabéns aqui no blog. El tiempo pasa.

      Excluir
    2. pode ser, mas faz bem mais tempo q estamos nessa. abraço!

      Excluir