domingo, 22 de maio de 2016

Em busca de Camus



Um livro que fala que a felicidade é o objetivo do homem, que nega a determinação histórica da morte seja de um único individuo para consolidar as revoluções sociais, não merece a sandice irônica de ter seu autor morrido em um acidente de carro. A morte mais vil, depravada e desonrosa é a de um acidente de carro. Há dois meses acompanhei o velório de um conhecido meu, que teve o corpo atirado 50 metros para fora do carro durante um capotamento. Seguindo bem em frente à traseira do carro da funerária que levava o caixão, eu observava o imenso tamanho do corpo, um gigantismo ridículo que só se mostrava agora por algum cinismo daquela imposição das últimas coisas, uma desproporção eloquente que desconcertava todo mundo que estava ali. Assim que eu vi meu conhecido deitado naquele espaço já sem funcionalidade alguma em seu desconforto, me surpreendi que ele tivesse crescido tanto, se espichado, ganho uma carnalidade impossível de não atrair o olhar por longo tempo e de provocar interjeições de espanto. Eu olhava discretamente em torno para ver a reação das pessoas àquilo, e só pude ver o quanto elas se expressavam nesse sentido quando andávamos os 5 quilômetros até o cemitério. Um casal que estava logo atrás de mim pôs-se a desfiar a torpeza do tratamento da família a meu conhecido, quando este estava vivo. Algumas pessoas próximas choravam, ou simulavam candidamente o choro, o que me compungia a aceitar a frágil sacralidade daquela tradição que no mais e absolutamente era bastante ridícula; mas o que me chamava a atenção era o acirrado histórico que o casal se dispunha a dizer, nitidamente para que todos ali o ouvissem, ali logo atrás de mim. O homem era quem tomava o encargo de narrar as desgraças que o finado suportava provocadas pela indiferença de sua família, e a mulher pontuava nas pausas para puxar o fôlego do monólogo ácidas conclusões que reforçavam ainda mais o quanto a família tinha tido um comportamento negligente. O homem tinha um tom sacerdotal, pensei se tratar de um pastor evangélico; a mulher era uma histérica que surtia o efeito de não ver a hora em que iria extrapolar o limite e alguém ter que retirá-la do féretro. E Camus morreu assim, eu pensava, lembrando das tantas referências nas minhas leituras atuais a O homem revoltado, livro que eu não tinha e desejava muito ler. Aos poucos minha mente foi desentorpecendo do sol, da lentidão anestésica da caminhada, do acúmulo de histrionismo involuntário que pulsava por todas as partes, e eu pude ver que aquele incômodo nonsense do casal em fazer-se de locutor do evento era uma resposta ao absurdo de estarmos ali, seguindo um corpo cujo excesso súbito de materialidade era mais uma zombaria. A hipocrisia do pastor me pareceu menos gratuita ao analisar as coisas por esse prisma: a aleatoriedade nos atirava aquela excrescência a qual não poderíamos negar, à qual envolvíamos com toda série preguiçosa de tradições de pesar falsas e decorativas, e o pastor a devolvia na parte menor lhe cabida ao negar com certa sofisticação que tudo fosse aleatoriedade. Ele, assim como eu, sabia que toda morte por carro era ou um assassinato ou um suicídio. O mais certo a se fazer seria dar uma descarga no corpo, e ele sumisse de uma só vez da frente de nossos olhares. Ficar horas e horas domesticando as tantas coisas angustiantes que o corpo nos conta, para depois nos livramos dele em vagarosas parcelas, era algo que a própria verdade de que nossas vidas eram rápidas demais para perdermos tempo com isso atestava no último grau de ruído vindo do corpo.

Morreu com 27 anos e sua contribuição para a espécie e para a aquisição da piedade divina eram algumas fotos no Facebook de seu rosto com um caro óculos de marca, e camisas coladas nos bíceps sarados, e a admiração efêmera e dispersa de algumas mulheres na caixa de comentários. E Camus? O corpo de Camus teria crescido tanto, em evidente e explícito contraste em mostrar o quanto uma alma tendo existido, teria no momento a pequenez que aspira à total invisibilidade, à total inexistência? Olhando o rosto pétreo de meu conhecido, a fundura maquiada abaixo dos zigomáticos (a senilidade encravada que se desencapsula e sobe à superfície em todo cadáver), seu emborrachamento que transmite ao redor por algum sinal codificado pelos mecanismos evolutivos de sua espécie um prenúncio que transforma toda contestação em eufemização sistematizada, eu não vi o que o herói de Mishima no Pavilhão Dourado vira, aquela certeza de que o espírito existe pelo entendimento paradoxal de que algo tão inerte como o corpo morto sempre seria um desplante à energia anárquica do espírito. Como no conto de Bernhard, Hamsun, os que lavaram o corpo de Camus, que na certa um deles havia lido Camus (um autor bastante popular em sua época), a cabeça do escritor pendente na pia metálica não se sintonizaria com a audácia de que um dia partira dela a prosa cristalina de O homem revoltado. E não que a mensagem tivesse vindo de uma fonte incorpórea_ pensa o leitor hipotético que estivesse retirando os órgãos de Camus, e embalsamando o corpo antes de costurar com rígidos cordões cirúrgicos não mais necessitados de tanta precisão as extremidades fendidas de seu esterno_, mas o que fica nítido de uma maneira mortificante irretocável é que a mensagem veio de um círculo de comunicação vedada inerente à espécie, uma comunicação sempre precária pois nunca consegue sair da batalha contra as eternas conspirações ao entendimento que a própria comunicação cria. Todo o Homem revoltado, assim como toda a criação intelectual humana, não passa dos passos de um primeiro círculo de passos nunca vencido, em sua fanatizada e viciada repetição de luta contra a própria impotência. O quanto o hipotético leitor que passa o pó de arroz nas bochechas do morto, penteia seus cabelos olhando todas as falhas que talvez o acidente provocou ou talvez sempre estiveram abaixo da impostura das fotos que o mostravam tão belo, tão vivo, talvez confunda com amor vê-lo tão frágil, compreender como a nenhum outro leitor fora dado o privilégio daquela suprema compreensão (negada mesmo aos que compraram as edições de luxo ou aos que leram na infância com a lucidez devocional que inspira o escangalhado volume achado no baú de espólios do avô). Compreender a inutilidade do que se convencionou chamar de "produto da genialidade humana", que não passa da dialética pueril do homem consigo mesmo em seu estágio primeiro invencível, cheia de paixões nunca realizadas. Como toda obra humana, O homem revoltado se inflama de altitude dionisíaca de enxergar além mas esgota todo seu poder tendo que seguir a imperiosa maldição de desbastar em suas 400 páginas a luta contra os vícios do entendimento do homem. Tem que colocar tudo em pratos limpos, sanear a tradição, podar as inspirações equivocadas, proteger-se dos erros de interpretação voluntários, desdizer o que de prévia já dizem que a obra diz, a chega ao final com o esgotamento não de todo infeliz do expediente mais uma vez realizado: a de que não comunicou nada, suplantou o conteúdo que nunca estaria ali pelo deleite da batalha continuada da incomunicabilidade humana. Por isso sempre nunca ninguém aprende com o passado, ou com isso que convenciona-se chamar de "produto da genialidade humana", pensa o hipotético leitor que agora costura o terno no corpo de Camus, deixando aberto o grande rasgo das costas que é a praxe morgatória para fazer a roupa caber no emborrachamento do morto, porque ainda estamos na fase evolutiva em que não nos comunicamos, simulamos a comunicação, mesmo em altos graus hierárquicos da pomposidade laureada da comunicação, parece que nos comunicamos e aprendemos e entramos em êxtase com a comunicação e com a impressão de nossos poderes mentais, mas é evidente para nós mesmos o desamparo de nossa total solidão em não comunicarmos. Toda a obra humana é a luta desesperada e impotente contra os vícios e aberrações da nossa incomunicabilidade, o que não produz nada.

Tudo o que eu lia no momento fazia referência a O homem revoltado: Kertész cita a obra em vários de seus livros; Tony Judt dedicou-lhe dois ensaios, sendo um admirador convicto do livro. Não a encontro para comprar em lugar algum, fora do site de sebos em que a edição da Record, que é a melhor tradução para o Brasil, está sendo vendida por 255 reais. Não tenho como pagar esse preço, que no mais é aviltante. Estou por capitular em meu estoicismo, quando lembro que um ex-aluno meu, de quando eu dei aulas de biologia por dois anos no terceiro ano de um colégio particular, o comprara em minha presença, por um sebo virtual, há muito tempo. Telefono para meu amigo Emerson, que é tio desse ex-aluno, e após as solenidades cabíveis pergunto com indisfarçada ânsia se o seu sobrinho estaria disposto a me vender O homem revoltado. Meu amigo Emerson, um sujeito honrado e de grande caráter, faz uma interjeição balançante que parece dizer que "não sei não", supõe que seu sobrinho, um rapaz que almeja a cultura, não estaria propício a se livrar de um Camus dessa envergadura. Compreendo que meu amigo Emerson deva saber do quanto tal livro está sendo cotado nos meios cibernéticos, e concluo que se trata de uma artimanha bastante natural de um colecionador de livros que é despertado pelo interesse de um concorrente. O livro, ele me diz, inclusive está em minha posse, emprestado pelo meu ex-aluno. Despeço-me com a alacridade azeda, também bastante natural entre adversários que se veem sutilmente lançados em combate, e resolvo a agir por mim mesmo. Na sexta-feira pela manhã, vou até o local de trabalho desse meu ex-aluno, o fórum da cidade. Meu ex-aluno, soube então, é o porteiro, ou que nome seja de sua função conquistada por concurso público, em que ele fica de roupas jovialmente formais em uma cabina na entrada do suntuoso prédio do Ministério Público, atendendo diversas exigências judiciais de altas instâncias.

No momento em que chego, está acontecendo um juri. Lembro que tal coisa fora noticiado nas redes sociais, minha esposa havia comentado comigo na mesa do almoço. Há todo o corpo jurídico instalado em um tablado no salão principal, com togas pretas, e um considerável número de parentes das contrapartes e curiosos sentados na plateia. Sento-me ao fundo, atento para quando aparecer esse meu ex-aluno (pergunto, antes, por ele na entrada, e me avisam que "está por aí"). Assim que me sento, pesa-me o grande poder sonífero daquelas ocasiões. No meio da narcolepsia, remoo certo remorso de não ter aproveitado minhas andanças juvenis pela capital, que muito me davam gosto, em visitar essas casas de julgamento durante esses organizados teatros do juri, o que teria me proporcionado momentos de incrível deleite metafísico. Não me escapa o de primeira impressão absurdo diagnóstico de que uma das raízes mais fortes de minhas aptidões intelectuais está nessa atmosfera de tribunais e ambientes fechados vistoriados por potestades investidas de atordoantes funções deístas. Meu amor por Kafka deriva dessa libidinosidade no mais apenas recolhidamente compreendida em momentos de insights de concentração por mim. Uma das profissões que abomino é a de advogado e de qualquer coisa relacionado a essas casas da lei, e talvez essa abominação tenha no fundo uma atração depravada por ter-me escapado do destino delas mas por, como qualquer outro ser sob seu domínio onisciente, a qualquer hora poder me ver recolhido no espeto lepidóptero de suas amostras estéticas da condição humana. 

Quase durmo, ou chego a dormir durante as admirações recíprocas que se fazem o advogado de defesa, a promotora e o juiz, no início da apresentação. Sou despertado pela visão do meu ex-aluno, o dono de Camus, que sai de uma das portas do fundo do tablado e tem seu caminho interrompido por uma série de funcionários que vem lhe confidenciar coisas aparentemente sérias da ortodoxia no ouvido. Ele balança a cabeça e segue adiante, para mais uma vez ser chamado à parte por outro confidenciador, ao que ele pára e equilibra na outra mão o monte de pastas que traz consigo. Soa-me algo imperdoável, e na certa possível de me fazer ser punido por aquela força repreensiva generosa, que eu o interpole também ao ouvido com a proposta destoante: "Tu tens O homem revoltado, de Albert Camus; por ventura gostarias de me vendê-lo por 50 reais?"

Quando imagino isso, a relojoaria centenária que eles executam no tablado entra em uma repentina combustão, com gritarias vindas da jovem promotora e do homenzinho rotundo da defesa. O homenzinho, com óculos negros e papinha balançante, olhinhos que lembram um deputado das caricaturas políticas da década de 1930, com seu terninho que por mais caro que seja tem a incontornável característica de parecer estar sobrando nos ombros e curto nas pernas, de sapatos marcados no couro por esbarrões da vida caseira que denunciam o provincianismo de uma personalidade de Trollope, havia acabado de dizer à promotora que ela agia com torpeza ao trazer fatos do passado do réu, que nada tinham a ver com o caso ora julgado, para assim comprometer a visão das pessoas do juri. A promotora responde imediatamente, com uma fúria que torna incondizente as tentativas de sua vozinha de garotinha com a delicadeza de seu corpo de boneca, grita que o "senhor advogado de defesa" a está desrespeitando profundamente, imputando-lhe mesmo um crime ao chamá-la de torpe. O juiz eleva sua poderosa voz de radialista um tom acima para cobrar ordem aos doutores. Mas eles continuam; parece que a coisa vai degringolar em violência física, ou, o mais provável, que a promotora mande os refestelados policiais militares postados de pernas espichadas no fundo da sala executarem a prisão do advogado de defesa. A plateia dá um pulo de excitação diante aquele desvio inesperado na mesmice do show, e eu me aprumo na cadeira. Aos poucos a exaltação se aplaina, algum ajustador primordial que supervisiona invisível os desnivelamentos da superfície da tradição passa um roldão para voltar a tornar tudo harmonizado. A nova etapa de distração fica por cargo do advogado trollopeano, que ao pintar a vítima da tentativa de assassinato de seu cliente como alguém de péssima conduta social que merecia o que lhe aconteceu, aponta para a mãe da vítima sentada na plateia e diz que a vítima, que nunca trabalhou, apenas ajuda a mãe, que é puta, em seu puteiro. A mulher, uma gorda com uma cara de incrível expressão cênica de mulher demoníaca, de cigana cuja maldade é uma força natural cravada nas rugas que enaltecem a antiguidade carregada de história horripilantes de seu nariz em forma de ancinho, advindo de seus avatares anteriores médio-europeus, não deixa por menos e passa a xingar o advogado com uma voz que corresponde milímetro por milímetro à sua figura. O juiz se ergue num pulo de espanto diante a heresia de interromperem daquela forma ao culto, e manda com veemência de imperador soviético que os policiais defenestrem aquela figura diabólica porta afora o mais rápido possível. Os policiais arremetem contra a mulher, cuja inteligência luciferina sabe que não fora presa mais por questões higiênicas de onde colocar tamanha presença de cabelos tingidos de vermelho e com 130 quilos naquele prédio, e se deixa levar em silêncio, se limitando a olhar com um ódio milenar para o homenzinho de papinha trollopeana. Como há gastos e injustiças de perdas tremendas quando uma mulher com tamanha expressividade não tem seu aproveitamento devido na arte, eu penso.

Por conta dessas intrusões indesejadas do interesse em seu ritual apático, o juiz determina uma pausa. Nesse momento, enquanto tomo um café diante a cantina, em um dos corredores atrás do salão, finalmente encontro meu ex-aluno. Ele me cumprimenta e eu, com um destrambelho que meu lado comercial desperta o alarme de que é coisa ruim para o negócio do livro, sem compostura lhe pergunto sobre O homem revoltado e minha intenção de comprá-lo dele. Ele dá uma resposta tão pronta que parece que havia há muito cogitado da venda, afirmando que sim, me vende, nem fala o preço. Se eu lhe tivesse oferecido dez reais, teria-me vendido. Eu retiro a nota de 50 que vinha trazendo por premeditação no bolso da calça e lhe estendo. Ele a pega e diz se eu não poderia passar na casa de seu tio para completar o negócio com a aquisição do livro, eu respondo feliz que sim, não haveria nenhum problema. No final eu passo pelo salão só para ver que, minutos depois, o réu é condenado a 15 anos de prisão. O jovem abaixa a cabeça, que aliás vinha mantendo abaixada durante todo o julgamento, e ao ouvir o destino imposto pelo sacramentado juiz, é visível o peso que lhe cai em cima. O juiz agradece a audiência, aos doutores, aos estudantes de direito presentes, aos policiais, e passa a proclamar um discurso sobre as injustiças desse país, as desigualdades sociais; diz que estava mês passado em uma conferência de juízes nos Estados Unidos e, perguntando a um juiz americano quantos processos ele tinha em sua mesa para julgar, recebeu a resposta espantosa de que tinha 150 processos; e sabe quanto ele, o juiz ali presente, tinha de processos em sua mesa? 10 mil processos. Um aaahhh! um tanto forçado corre pela plateia, em especial vindo dos estudantes de direito. O juiz continua, com sua belíssima voz de radialista, voz que me faz imaginar que ele já tivesse nascido um senhor, pois era inconcebível que um subordinado de qualquer vertente possuísse tal voz, diz que os males maiores do país vinham da deficiência da educação, o salário dos professores, o fato lamentável de se ter professores e policiais digladiando-se nas ruas. Já passou a minha época em que eu podia, nem que fosse contendo o perigoso frisson fronteiriço da imaginação, interpor ao discurso do juiz as perguntas cabíveis sobre a posição efetiva dele no caminho para a melhoria social. Em vez disso, eu dou as costas, posso sair naquele momento durante a fala do homem, coisa que os estudantes e várias das demais pessoas ali presentes não podem, e saio, indo buscar meu livro do Camus.


7 comentários:

  1. Ramiro Conceiçāo24 de maio de 2016 10:14

    QUANDO UM PIT BULL É UM VIRA-LATA

    Durante a madrugada, o camelô da Veja tentou desqualificar o asqueroso caso Jucá.

    ” Pergunte a um petista qualquer de que modo a ascensão de Michel Temer à Presidência contribuiria para brecar a Operação Lava Jato e, obviamente, não haverá resposta. A razão é simples: a suposta causa não tem relação lógica com a suposta consequência.”

    Não, pit bill! A efetiva causa tem relação lógica com a efetiva consequência. Tanto é verdade que JUCÁ foi depenado. A pergunta é outra, mamador das tetas do Estado: quem, a conhecer a trama contra Dilma, foi omisso desde Março?

    “Para que tal desígnio se realizasse, seria necessário que Michel Temer e as lideranças que o apoiam tivessem meios de encabrestar os procuradores da Lava Jato, a Polícia Federal, o juiz Sérgio Moro e Rodrigo Janot. Se a Lava-Jato era, assim, tão facilmente subordinável, por que o próprio governo do PT não se encarregou de tal tarefa?”

    Conservador de conservas em lata aberta, o tal desígnio não aconteceu por que Temer e seus capangas n?o tiveram tempo de realizá-lo. Se tempo houvesse, Temer teria reproduzido aquela tucana estratégia velha de guerra utlizada até a exaustão: o engavetamento de tudo até o esquecimento total. E, por último, o governo progressista não enquadrou a Lava Jato simplesmente pelo fato de ser Dilma a presidenta, isto é, não houve espaço para tal farça (JUCÁ em seu discurso delinquente deixa claro a impossibilidade de atuar na Lava Jato com Dilma no poder; daí uma das causas fundamentais do impedimemto).

    “Golpistas dos 50 tons de vermelho tentam obter rendimento máximo das conversas destrambelhadas entre o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e Sérgio Machado…”

    Não, vira-lata! São os golpistas dos 5000 tons de verde-amarelo que tentam desqualificar as conversas entre o corrupto ministro do planejamento e o gângster Achado . Qual o objetivo? Esconder da opinião publica o GOLPE dado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ramiro Conceiçāo24 de maio de 2016 10:20

      Errata:pit bill é pit bull;e Achado é Machado.

      Excluir
    2. Ramiro Conceição24 de maio de 2016 17:52

      errata(2): o correto é farsa...

      Excluir
  2. Marcos, um leitor deste blog, me manda um e-mail dizendo ter livros interessantes à venda pelo Mercado Livre. Tem, inclusive, O homem revoltado, uma das preciosidades muito caras da Estante Virtual, por 70 reais. Quem se interessar:

    http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-766986330-o-homem-revoltado-camus-raro-em-estado-de-novo--_JM

    ResponderExcluir
  3. Respostas
    1. Não é querer encher a bola não, mas este título é um dos fetiches mais caros da EV. 70 reais é um preço bem em conta.

      Só não pergunto quais os outros títulos você tem para vender porque, por agora, estou sem cacife.

      Mas, fique à vontade, se quiser, pois na certa tem outras pessoas interessadas.

      Excluir
  4. Novamente obrigado, Charlles, pela gentileza. Há alguns autores notórios como Bernhard (O Náufrago, inclusive), Lautreamont, Musil, Bellow, Goethe, etc... Quem se interessar, dê uma olhada.

    ResponderExcluir