sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Notas breves sobre a biografia de Tostói



Estou na página 300 da biografia de Tolstói escrita por Rosamund Bartlett. É um livro de leitura fluida e magnética. Deve estar na lista dos mais vendidos do país, ou ao menos a lista que interessa de mais vendidos. Demorei para receber o livro em casa, pois a primeira edição havia esgotado em poucas semanas.

O livro me traz considerações instigantes. A principal delas é a constatação de como podemos estar enganados sobre o que consideramos sobre justiça social, por mais altruístas e engajados que sejamos em ampliar ao máximo o conceito dessa justiça social. Pois Tolstói foi, talvez, o mais engajado escritor que trabalhou para a diminuição das abomináveis diferenças sociais que existiam na Rússia de seu tempo de vida. Tolstói sempre considerou que sua grande obra escrita não foi nem Guerra e paz e nem Anna Kariênina, mas os quatro tomos de sua obra didática Nova Cartilha, na qual trabalhou por anos a fio e que se destinava a "salvar todos os pequenos Púchkins e Lomonosovs, que, não fosse a sua intervenção, morreriam ou se perderiam", entre os milhões de crianças camponesas russas que estavam destinados a sucumbirem na ignorância. A biografia evidencia bem que Tolstói nunca foi um hipócrita, tamanha a sua indiferença pelo reconhecimento social ou pela fama ou pela boa aparência entre vizinhos, e tamanho o seu sacrifício em acabar ou diminuir a bestial miséria circundante. Montou escolas onde adotou o revolucionário método de ensino desenvolvido por ele mesmo, após anos de pesquisa em que incluiu viagens pelo sistema educacional da Inglaterra e Alemanha, em que abolia as violências disciplinares e promovia o desenvolvimento de talentos individualizados; tudo às custas do dilapidamento de sua fortuna e da estabilidade de sua vida doméstica. Tolstói, pouca gente sabe, realizou o primeiro senso estatístico (percorrendo a cavalo 90 propriedades rurais da famélica região de Samara, o equivalente do nordeste brasileiro) em uma época em que o tzarismo combatia com punições severas quem se dispusesse a furar o bloqueio das verdades oficiais. Tais denúncias, publicadas nos mais importantes jornais russos, causou uma enorme repercussão e mobilização popular, em que milhões de rublos foram coletados e mandados para amortizar as agruras daquele local_ além de mais um fomento nas intenções explosivas de mudança que iriam descambar nas tantas revoluções vindouras.

Mas mesmo essa estatura moral do escritor não o poupou de ter a visão obnubilada seriamente pelo senso comum e os clichês da aristocracia a que pertencia. Dois exemplos gritantes disso é que, apesar de se compadecer da situação desumana em que viviam os servos russos, Tolstói simplesmente era incapaz de cogitar no fim da escravidão, deficiência só equiparada por suas convicções contra os direitos igualitários das mulheres. Turgueniév, também um outro grande escritor humanista, estava muito à frente de Tolstói quanto a esses quesitos, principalmente por suas posições europeizantes em que preconizava a urgência da velha Rússia em se livrar de seus grilhões do atraso do nacionalismo e conservacionismo e abraçar as conquistas republicanas que ebuliam na maioria dos países esclarecidos além das fronteiras eslavas. É mesmo assustador ler na biografia o quanto essas ideias, que hoje nos parecem indiscutíveis, eram absolutamente impermeáveis a um homem cheio de indignação social como Tolstói. O que me faz pensar, de forma inevitável, o quanto o clichê (o clichê apontado por Hanna Arendt, que é a sua grande descoberta em seu livro sobre Eichmann) é deformante, quanto ele pode, agora mesmo, estar nos fazendo passar pelo ridículo frente aos olhos avaliativos de uma inteligência futura. (O que me parece ser a nossa maior falta de percepção sobre a nossa escravidão e a subjugação feminina, se relaciona à total passividade que temos hoje diante a imposição de que sejamos homo consumens inescrupulosos e sem freios, e as grandes brutalidades debaixo de nossos narizes indiferentes quanto aos subempregos, nos supermercados, lojas e comércios em geral onde as leis sindicais relativaram ao extremo uma nova espécie de sub-escravidão.)

Outra coisa: meu Deus, porque Tolstói não usava os preservativos à base de tripas de carneiro que existiam na época? A vida de Sônia, sua esposa, era um verdadeiro inferno; resumia-se a parir, amamentar, e passar pelo horror de enterrar seus filhos vitimados pela grande mortalidade infantil enquanto sentia os chutes do novo feto instalado em seu útero. É simplesmente apavorante essa condição animal em que se deixava viver um dos grandes gênios da humanidade. Aqui entra uma parte fundamental de A trégua, em que Levi escreve que nossa real batalha nesse mundo é a de vencer a natureza, acabar com ela, passar-lhe por cima, amarrá-la com cordas e fazer com que ela se sujeite a nós, e não nós a ela. Essa é nossa missão divina, se há mesmo alguma. A natureza humana, tenha-se bem claro. Porque, é óbvio, enquanto a mente superior escrevia as duas mil páginas de Guerra e paz, o ejaculador compulsivo se preparava para dar vazão à ginástica treinada de seus músculos a uma descerebrada e inconsequente imposição de penúria e degradação à sua esposa, ao feto com os dias de vida contados, e a um mundo que não era suficientemente auspicioso para comportar mais um vivente. Tolstói teve 13 filhos, e 8 chegaram à infância; e, ao contrário do que eu pensava, Tolstói nunca foi um homem propriamente rico, antes de ganhar seus vultosos direitos autorais (em meados de seus 30 anos); perdeu grande parte de seu patrimônio herdado em dívidas de jogo, e sua propriedade em Iásnaia Poliana por longos anos não foi um exemplo de lar confortável. Ou seja: um filho a mais era um decreto que beirava os sérios problemas escatológicos do proletariado que se veria algumas décadas à frente, e que aristocratas que viviam mais da imponência um tanto empoeirada e posta em sucessivo descrédito de seus nomes, e não da real quantidade monetária em seus cofres, antecipavam com seus carrilhões de filhos sobreviventes. Tolstói muito provavelmente teria relegado seus descentes à miséria se não houvesse se tornado um grande escritor.

Outra nota: toda biografia perfeita teria que ser escrita por gente do escopo de Walter Benjamin. Todo biografado cobra a justiça impossível de que sua vida seja comentada por um gênio de igual valor a ele. Como isso não acontece com notável frequência, toda biografia é um passatempo sempre equivocado de revista. Toda biografia é um decreto de insuficiência. Vemos Tolstói em suas crises espirituais, e, por mais que seja prazerosa a prosa de Bartlett, ali a biógrafa é apenas uma voyeur com posição privilegiada que nos transmite um pouco o que vê pela lente de aumento. A biografia é tão somente a sombra nas paredes da caverna. Benjamin nos transporta para dentro de Kafka, em seu ensaio antológico, para dentro de Proust, em seu outro ensaio de mesma envergadura. Durante as abduzidas páginas de Benjamin, sentimos com mágica plenitude uma gama de verdades que nossas memórias, como por preservação, expulsa, e que nossa perseverança sempre revisita para novos deslumbramentos. Bartlett nos dá uma boa biografia, um livro honesto, mas não nos dá Tolstói. Como sempre, o voo panorâmico diminui Guerra e paz e Anna Kariênina. A espiritualidade da coisa é transformada em trabalho pontual cotidiano do qual não resulta um esforço de luz, mas uma tabela com números cartoriais grifados. O Tolstói de Bartlett nunca será o Tolstói pessoal que eu obtive ao ler suas obras, mas meu amor por Tolstói se regala com o embuste competente e bem intencionado.

(Há dois inconvenientes na biografia de Bartlett, que não chega a incomodar, mas... O primeiro é que a autora evidencia que escreveu o livro em blocos e os fundiu, como aliás acontece com a maioria dos livros, mas deixa costuras à mostra. Assim, por várias vezes ela nos conta, como se fosse a primeira vez, que Tolstói tomou litros e litros de cúmis, o leite fermentado de égua, para restituir sua saúde debilitada, assim como dá o curriculum de personagens que já foram apresentados antes, e outras picuinhas desse tipo. A outra questão é de ordem de revisão da Editora Azul: há artigos e pronomes onde não deveriam existir, assim como erros como Mensageiro tusso, em vez de Mensageiro russo, no nome de um importante jornal da época. Picuinhas, mas...)

Mas há um erro crasso, que se repete por várias vezes, na referência ao primeiro título proposto por Tolstói a Guerra e paz. Na biografia, está O ano de 1865, sendo que o título assinado à frente da obra, durante algum tempo, foi O ano de 1805. E, como disse, tal erro se repete várias vezes. Com certeza, não deve ser de Bartlett.

P.S.: Sobre Chicos e Leões:

Tolstói dava puxadas na orelha de seus biógrafos por eles omitirem coisas. Uma delas, de como seu avô se negou a um casamento arranjado, com a amante de um aristocrata, e de como o avô explicava a recusa com a frase: “Eu jamais me casaria com uma puta daquelas”. Os biógrafos eram pudicos com o admirado escritor russo, e Tolstói era quem mais contribuía para denegrir sua própria imagem.

Fico do lado do Chico, Caetano, Roberto e cia na questão das "polêmicas" das biografias. Dou meu apoio incondicional. Assim, os idólatras de Chico podem fazer o que sempre fazem, contribuindo para a hagiografia do homem, sua vida asséptica e de ser incorruptível. Num universo de chatíssimas biografias autorizadas, de gente de quem eu não tenho o mínimo interesse em saber a primeira vez que desfrutaram um chicabon, o primeiro passo para serem esquecidos é a institucionalização. Se tiver algum abaixo assinado em prol desse interesse de Chico, eu assino.


16 comentários:

  1. Que falta sinto de ler os posts assim que são publicados! Estou temporariamente sem internet, mas isso já faz quase dois meses...

    Ana Paula Rocha

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    1. Talvez isso seja uma benção, Ana. É bom ver um comentário seu aqui de novo.

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  2. Esse já tá na minha listinha....Acho que você pode falar qualquer coisa da vida desse homem, menos que não foi interessante.

    Eu estava lendo seus últimos escritos e me parece que ele sempre foi muito atormentado, principalmente por si mesmo na questão moral. Ele chega a pedir a Deus que se existir uma vida futura, que ele não se lembre da sua vida passada, que não se lembre de nada, pois vivia atormentado por suas memórias (parece que ele exagerou quando jovem, não?!). Enfim, se vale a pena ler a vida de alguém é a desse homem.

    Abraço!

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    1. Vale muito a pena, Diego. Atravessei mais cem páginas essa tarde, tamanho o deleite da leitura.

      Forte abraço.

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  3. Charlles, por coincidência terminei de ler Tchekhov hoje e caí neste texto: http://miltonribeiro.sul21.com.br/2009/06/19/o-jardim-das-cerejeiras-de-anton-tchekhov-o-irmao-de-sergio/#comments

    Num dos comentários você elogia um romance de Chico, pessoa que, todos sabemos, você detesta. Gostaria de saber se leu outros livros dele, e se mantém sua opinião sobre Leite Derramado (eu só li Budapeste e me diverti bastante).

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    1. Foi uma das minhas raríssimas mentiras de leitura, Paulo. Por coincidência, estava lembrando dessa minha mentira ontem, mas não me recordava onde havia sido, mas sabia que havia sido para o Milton. Estava me sentindo muito antipático, e quis agradar ao hagiógrafo Milton Ribeiro. Nunca li Chico Buarque, e nem pretendo. :-)

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  4. As coincidências estão com tudo. Gostei de Budapeste, mas não te recomendo. Insisto que leia Nove Noites e Dois Irmãos. Falando em brasileiros, este romance me pareceu promissor: http://www.companhiadasletras.com.br/trechos/13466.pdf

    O que você acha?

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    1. Auspicioso. Estava curioso sobre esse livro. Você sabe que sou um leitor do blog da cia, e vi lá um comentário seu sobre a Flip e sobre ter lido os contos de Cheever. Grande contista, não?

      Ainda sobre escritores brasileiros. O Ernani Ssó escreveu um texto mal humorado, em que acusa a Cia das letras de publicar qualquer coisa de novos escritores, ao contrários dos para ele saudosos tempos em que a editora barrava até mesmo livros do próprio dono da empresa. Ele execra a Juliana Frank, de modo até muito descortês, uma autora cuja única coisa que conheço são seus bons textos no blog da editora. Considero uma ótima iniciativa que a Cia abra as portas para vários escritores nacionais. É melhor o excesso do que a falta. Ainda que nenhum destes novos tenha me empolgado, mas isso esquenta o mercado e a cultura.

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    2. Eu li os três livros citados acima. Pra ler Budapeste faltei um dia na aula, li numa tarde só e gostei, apesar de não achar muito bom e não pretendo ler mais nada do Chico. Dois irmão e A cidade ilhada, também do Milton, são realmente bons. Tá aí um escritor brasuca contemporâneo que eu creio que vá perdurar... Eu esperava mais do Nove Noites.
      Li o último post da Juliana Frank no blog da Cia. e, sinceramente, não me empolgou em nada a escrita dela. Li resenhas do Meu Coração de pedra-pomes e não me instigou nada. Nessa questão concordo com a Carol Bensimon (posso estar sendo boba): gosto quando o autor não revela muito sobre as "origens" do livro. Ela parece fazer questão de deixar claro de onde o livro veio.

      Ana Paula Rocha

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  5. Às vezes vejo comentários seus lá também, mas eu comento pouco. Gostei muito dos textos de José Francisco Botelho, entre os quais o de hoje. Sei que ele tem um livro de contos, e pelo visto sua tradução de Chaucer está muito boa.

    Dei uma olhada no PDF do livro da Frank, mas não me interessei. Creio, no entanto, que há público pra ele. Eu quero mesmo é esse de Alberto Reis. Achei de R$25 na EV. Pulou na frente do Chabon que eu já estava prestes a comprar. Li o novo do Carvalho, Reprodução, que empolga em alguns momentos, em outros cansa. Eu sempre quero comparar com Nove Noites... E a questão é essa, os públicos divergem muito. Gostei do novo Pellizzari, do trecho que liberaram de Laub, mas não me interessei pelo da Bensimon. De fato, é melhor o excesso (e a Record publica muito mais porcaria).

    Sim, O Mundo das Maçãs me empolgou mais que o esperado. Esperava ler durante a viagem, e terminei antes do primeiro avião sair de SSA. Fiquei umas três horas no aeroporto dos Confins sem fazer nada. Não tenho sequer um celular com jogos ou internet. Meu conto favorito é o do Gatuno de Shady Hill, apesar de gostar de todos, menos um lá que não me lembro o título. Alguns parecem com os de Carver. Ah, esses dias li também Adeus, Columbus, que até agora é meu favorito de Roth.

    Você conhece Santa Evita, de Tomás Eloy Martinez? Anda me lembrando muito o Soldados de Salamina, só que melhor.

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    1. Ainda não li Tomás Eloy Martinez. Estou com Anatomia de um instante engatilhado para ler depois da biografia de Tolstói. Acho o Soldados de Salamina cada vez melhor, talvez seja mesmo o segundo melhor livro escrito em espanhol dos últimos 30 anos, como dizem aquelas famigeradas listas. Tem sempre aquele receio de que "será que é o autor de um só livro?".

      Comento muito pouco também no site da Cia. Suponho que o fiz umas quatro vezes apenas.

      Gostei de todos os contos de Cheever. Lembram mesmo os de Carver.

      Adeus, Columbus seu livro favorito de Roth? Estranho! Para mim é um dos mais fracos, comparado a outros títulos do autor.

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  6. Li muito pouco de Roth, mas este livro me encantou particularmente.

    Procurei uma dessas listas (http://www.semana.com/cultura/articulo/las-mejores-100-novelas-lengua-espanola-ultimos-25-anos/84192-3) e o livro de Cercas está em 13o. A meu ver é justo. Só Marias escreveu uns quatro ou cinco superiores. O próprio livro de Martinez é melhor (na lista que achei está em oitavo). Bolaño, Piglia. Gosto mais de Cercas que de Vila-Matas. Ano passado saiu aqui Segundos Fora, romance perfeito de Martin Kohan. (Aqui vai um trecho: http://www.companhiadasletras.com.br/trechos/13042.pdf).

    P.S. A história de Salvador Benesdra (que me lembrei agora) é extraordinária. Me lembra muito do John Kennedy Toole.

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    1. Não sei qual ou quais listas vi em que o Cercas aparece depois de A Festa do Bode. Mas exagerei muito; não seria meu segundo.

      Tem esta lista aqui, em que aparece em quarto (entre os lançados nesse século):

      http://javiermariasblog.wordpress.com/2013/05/20/tu-rostro-manana-y-los-enamoramientos-entre-las-mejores-novelas-del-siglo-xxi/

      Fiquei muito curioso em ler o segundo lugar.

      Pelo que dá a impressão, você nunca leu Javier Marías, né? Não perca tempo. O cara coloca esses outros todos no chinelo. Bolaño o achava o número 1.

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    2. Faz meses que "Coração tão branco" me espera resignadamente na estante assim como "2666". Do Roth li só "Nêmesis" e achei minha escolha infeliz como primeira leitura dele.

      Ana Paula Rocha

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    3. Nêmesis, para um leitor carimbado de Roth, é uma ótima novela. Tecnicamente impecável. É um exercício de estilo do velho Roth. Se fosse minha iniciação ao autor, creio que também não me motivaria muito com o restante da obra. Creio que o cartão de visitas para se prender a Roth sempre vá ser O Complexo de Portnoy.

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  7. Li O Complexo de Portnoy, faz muitos anos, e como experiência pessoal de leitura ainda prefiro Adeus, Columbus. Eu o terminei no dia em que meu filho nasceu, em março desse ano. Talvez ainda haverei de gostar mais de Portnoy, mas não pretendo relê-lo por agora. Acabei de terminar Zuckerman Acorrentado hoje mesmo, e achei excelente. De qualquer forma, você sabe se Roth escreveu mais algum volume de contos?

    De Marias li dois; Coração Tão Branco, que comentei no seu post sobre o primeiro parágrafo de Eugenides, e Enamoramentos, que li esses dias. Comentei aqui também, por alto. A impressão que dá é que todos os livros dele são excelentes. Chega a ser injusto comparar Cercas com Marias. Tenho quase certeza que ele tem outros quatro ou cinco melhores que Soldados de Salamina. Ao menos assim me parece; Marias é prolífico e eficiente.

    Dessa lista, li também Záfon, que é interessante, e O Mal de Montano, que achei incrivelmente chato, repetitivo e vazio. Se tivesse apenas as cem primeiras páginas, acho que iria gostar mais. Porém tem trezentas, o livro é caro, e lembro até de ter marcado alguns parágrafos sem conteúdo, sem imagem, sem função narrativa, sem sagacidade, sem nada. Penso que não merecia estar na lista.

    Vou pesquisar sobre Crematórios.

    Ana Paula, larga tudo e vai ser gauche na vida: usa logo esse seu Coração Tão Branco! :)

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