quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Haikai feito de presente por minha esposa em nosso segundo ano de casados



Canonização:
a Índia toda ou,
só o marido


8 comentários:

  1. DANÇARINOS
    by Ramiro Conceição
    .
    .
    .
    Vem comigo.
    mas contigo.
    Somos
    terrestres.

    Vem contigo
    mas comigo.
    Viemos
    do celeste.

    Vai contigo.
    Vou comigo.
    Nossa dança
    vem do Leste.

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    1. FESTA
      by Ramiro Conceição
      .
      .
      Afinal, o que éramos?
      Duas ruas, ao acaso, que se encontraram incompletas.
      Por isso que a inocência por teimosia  nos fez íntimos.
      Agora que continuamos incertos
      abrir a estrada é o que nos resta.
      Que o sol ilumine  nossa festa.
      .
      .
      .
      ANTÍLOPE ENAMORADO
      by Ramiro Conceição
      .
      .
      .
      Houve antes.
      Existe agora.
      Haverá depois.

      Meu amor,
      por favor, aviva-te!
      O sagrado da vida
      é o incerto que nos habita.

      Na rua das castanheiras,
      namoro o amor que mora.
      Lá, rio, choro e te devoro.

      Quando o amor nos beija,
      enfeitadas são com véus
      as castanheiras…do céu.

      Agora existe,
      na planície,
      um perfume
      com teu nome.

      Preciso de ti
      porque canta
      a castanheira
      ao bem-te-vi.

      O que será de mim quando
      porventura o teu sorriso passear
      qual mar que leva um bardo à vela
      grávido à fundura do amor bendito,
      qual o antílope enamorado a farejar
      no orvalho o sonho de um perfume?

      Meu amor… quando da despedida,
      sejamos somente sementes à vida:
      dádivas de lágrimas ao encontro com as marés
      de onde viemos - e das quais ressuscitaremos
      estelares.




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  2. Pois então, Charlles, não encontro o Absalão! Absalão! da Cosac Naify... será que está esgotado ou ele nunca saiu por esta editora?
    Hoje estava na Livraria Cultura e vi um volume da Library of America contendo quatro novels (dentre elas Absalom!Absalom!) do Sr Faulkner... será que me arrisco a ler em inglês? Você já o leu no idioma original? Eu até leio bem em inglês mas tenho medo de não captar a intensidade e regionalismos da escrita dele......

    Rodrigo

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    1. Era pra ter saído em junho/julho de 2010, depois anunciaram para 2011, mas nunca vi em livrarias, em sebos e nem na estante virtual. Não tenho ideia do por que dessa retenção. Eu tenho um da Nova Fronteira que passa por livro novo de tão inteiro que está, com o velho Faulkner muito nego veio style na capa, de terno branco e chapéu. Depois que terminar Santuário, planejo seguir para Luz em Agosto e, se tiver fôlego e coragem, Absalão, Absalão.

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    2. Rodrigo, o Matheus respondeu bem. Espero por essa edição da Cosac faz anos, e eles sempre anunciam mas até agora nada. Tenho a mesma edição na Nova Fronteira mencionada pelo Matheus, e não sei se ela é material raro nos sebos_ dá uma olhada na Estante Virtual.

      Tenho esse, o Light in August e outros. Assim como Pynchon, nunca me aventurei ler Faulkner diretamente do inglês, sem ter lido antes uma das excelentes traduções nacionais. Esses caras tem uma técnica muito mais complicada que Bellow e Roth, e, pelo menos para gente como eu que não tenho uma prática de falar inglês no cotidiano, envolvem um intermediador.

      Li boa parte de Luz em Agosto no original, comparando com um tradução de Portugal e a tradução da Cosac. A de Portugal, lançada na coleção Livros do Brasil (nunca entendi uma série portuguesa com um nome desses), é péssima, verdadeiro assassinato, omite frases e parágrafos inteiros. A da Cosac é fidedigníssima.

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    3. Ô Charlles (e quem tiver tbm), não lembro se já perguntei, mas teu A Montanha Mágica é de qual editora? E qual edição? Pergunto pois notei que no meu tem muitas páginas em francês (cap. Noite de Walpurgis). O meu é da edição especial 40 anos da Nova Fronteira. Será que as edições anteriores dela tem a tradução?

      Planejo sua leitura lá no meio do ano...no inverno.

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    4. Não tem como achar o meu volume de Montanha Mágica agora nas estantes, Matheus. Mas se trata da mesma edição que você diz, aquela "de bolso", em homenagem aos 40 anos da Nova Fronteira. Recordo desse capítulo; lembro de ter dado nos nervos. Mas, tenho quase absoluta certeza que só há uma tradução dessa obra para o Brasil, feita pelo grande Herbert Caro. Mas essa pequena inconveniência está longe de atrapalhar a leitura. Em Guerra e Paz, por exemplo, essas interrupções em francês são ainda mais evidentes.

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    5. Obrigado. Sabia da elogiadíssima tradução do Herbert Caro, mas talvez aquelas páginas em francês fossem uma viadagem editorial comemorativa, pensei. No Guerra e Paz da Cosac, como bem sabes, as partes em francês tem tradução no rodapé.

      De qualquer forma, uma bondosa moça chamada Mariana Silveira fez a tradução, assim garantindo seu terreninho no céu.

      http://agarrandooconceito.blogspot.com.br/2009/03/montanha-magica-thomas-mann-trechos-em.html

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