quarta-feira, 25 de maio de 2011

Epitaph of a Small Winner by Machado de Assis (1880)


I just got this in the mail one day. Some stranger in Brazil sent it and wrote, “You’ll like this”. Because it’s a thin book, I read it. If it had been a thick book, I would have discarded it.

I was shocked by how charming and amusing it was. I couldn’t believe he lived as long ago as he did. You would’ve thought he wrote it yesterday. It’s so modern and so amusing. It’s a very, very original piece of work. It rang a bell in me, in the same way that The Catcher in the Rye did. It was about subject matter that I liked and it was treated with great wit, great originality and no sentimentality.

(Woody Allen, falando ao Guardian, a respeito de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis)

12 comentários:

  1. O estranho mesmo é que ele o coloca no mesmo patamar de "O Apanhador no Campo de Centeio", de Salinger, o que um pouco que desqualifica Machado de Assis, não é?

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  2. Pensei exatamente a mesma coisa. Philip Roth soube ser mais coerente com sua admiração a Brás Cubas usando-o como inspiração direta a um de seus romances.

    Aliás, a lista dos 5 melhores livros de Woody Allen que aparece no Guardian, o único que não deveria ter chegado de forma tão fortuita em suas mãos, visto a excelência inevitável, é o do Machado. Os outros 4 são pra lá de medianos.

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  3. Eu acho que dá para sentir na obra de Woody Allen referência direta do Brás Cubas: todos os personagens dele, sem exceção, são defuntos.

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  4. Eu sei que é bobo, mas li isso e imediatamente depois entrei no blog da LePM. Você viu esta brincadeira? http://www.lpm.com.br/blog/

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  5. Nikelen, acho que o Farinatti deveria cobrar os direitos da ideia (ele não fez o mesmo com personagens brasileiros históricos em seu blog?)

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  6. Caminhante, li tudo do Machado. Imposto pelo ensino obrigatório. O que sobrou desse cabresto foram, Senhora (devo ter sido o único que gostou muito desta obra), Brás Cubas e O Alienista. Já contei o quanto fui susceptível a esta literatura compulsória, e o quanto fiquei avesso à literatura brasileira devido a esse ufanismo escolar. Um dia terei de reler tudo, e ler Guimarães ( a tua pergunta, trocando em miúdos, remete a ELE, não é?), que só li alguns contos. Mas tenho base razoável de Graciliano Ramos e Machado, assim como não fico muito para trás pelo único romance de Ubaldo que li (Viva o Povo Brasileiro), e Erico Veríssimo (Olhai os Lírios do Campo)

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  7. Errata: Ressurreição, do Machado, e não Senhora.

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  8. Nota: li tudo de ficção do Machado. Os variados títulos das coletãneas de textos jornalísticos etc. me passaram batido.

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  9. Hehehehe, para bom entendedor...

    Li Senhora no segundo grau e acho que merecia uma releitura. Entendi o esqueleto da história, do qual ainda me recorto, mas a vi praticamente sem sutilezas. Já Dom Casmurro e Memória Póstuma eu li há poucos anos. Dos contos, sempre gostei. Acho que gostaria mais de Machado se não tivesse tido acesso à tanta crítica sobre ele antes, se tivesse me surpreendido como Woody Allen. Li como quem vai ao bingo e procura achar os números cantados.

    Estou justamente lendo Viva o povo brasileiro. Tive até vontade de escrever uma comparação entre ele e o Tempo e o Vento mas me deu preguiça.

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  10. Hahaha! Foi exatamente o que ele disse quando viu o tal recorte no blog da LePM.

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  11. Charlles, amado Charlles,
    pare de ler - por instantes! -,
    e escute diante desses
    seus horizontes…

    http://www.youtube.com/watch?v=vQVeaIHWWck&feature=related

    que é bem conhecido,
    junto com isso…,
    que acabou de
    nascer...


    JURAMENTO DA VIDA
    by Ramiro Conceição

    “Após milênios,
    vinda de longe,
    cheguei à mera conclusão
    de qu’estou apta a decifrar
    esse mistério de tudo
    onde sou nata e grata…
    Eu juro!”

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